Le biscuit investe R$ 25 milhões e lança e-commerce

bahia
18.05.2020, 06:00:00
Atualizado: 18.05.2020, 11:42:33
David Lee diz que os clientes da empresa, em Salvador, receberão seus pedidos em 24 horas (Divulgação)

Le biscuit investe R$ 25 milhões e lança e-commerce

Grupo baiano aposta em plataforma virtual para manter vendas durante a pandemia

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O comércio eletrônico brasileiro acaba de ganhar mais um concorrente de peso: a Le biscuit. O grupo baiano - fundado há 52 anos  – investiu, em plena pandemia do novo coronavírus, R$ 25 milhões na abertura de seu e-commerce. Com a plataforma digital, a companhia amplia em cerca de 50% o sortimento de itens oferecidos ao consumidor. E mais: para os clientes de Salvador, a marca vai entregar os pedidos em, no máximo, 24 horas, e para outros municípios do Nordeste, entre três e sete dias.

“O lançamento do e-commerce é um grande marco em nossa história de 52 anos. Vamos poder chegar agora a qualquer parte do Brasil”, disse David Lee, CEO da Le biscuit, em entrevista exclusiva ao CORREIO. Segundo ele, a implantação da plataforma estava prevista para o próximo mês de julho, mas foi antecipado em função da pandemia. A ideia, acrescenta ele, é continuar atendendo os mais de 15 milhões de clientes da empresa “com qualidade e agilidade” neste período de isolamento social, além de atrair consumidores de cidades de norte a sul do país onde a empresa não tinha nenhuma operação.

“No varejo moderno, hoje, você tem várias formas de chegar ao cliente. O formato mais tradicional é a loja física e hoje contamos com 140 unidades. A pandemia fez a gente antecipar o e-commerce. Mas bem antes disso a empresa já vinha se estruturando para ser um hub digital”, afirmou o executivo, acrescentando que, nos últimos dois anos, a agenda digital da Le biscuit passou, dentre outras coisas, por investimentos em um novo site, canal no YouTube, a implantação do serviço de delivery  e o lançamento do  Clube Minha Le -  um programa de relacionamento que oferece vantagens e ofertas no momento da compra e que já conta com mais de um milhão de pessoas inscritas.

David Lee conta que os recursos empregados pela Le biscuit no projeto do e-commerce foram direcionados para a construção da infraestrutura online e para o reforço da área logística, com destaque para a ampliação do centro de distribuição (CD) da empresa em Camaçari. A estrutura quase que dobrou de tamanho: passou de 18 mil metros quadrados para 30 mil metros quadrados. Além disso, foram feitos investimentos importantes na automação do espaço, com novos software, sistemas e maquinários. Tudo isso garante o processamento e a distribuição dos produtos de uma forma muito mais ágil e rápida.

“Essa estrutura é que vai nos permitir entregar os pedidos dos consumidores da Região Metropolitana de Salvador em 24 horas. Este é um dos nossos diferenciais em relação à concorrência, cujos CDs ficam no sudeste do país. É uma vantagem fantástica”, enfatizou Lee. Ele informou ainda que, na plataforma digital, os consumidores terão acesso a produtos que não são vendidos nas lojas físicas do grupo. “No e-commerce, além de ter o sortimento completo da empresa, terá dezenas de itens adicionais e exclusivos. É um mix diversificado que não se encontra em nenhuma outra plataforma, de nenhum concorrente”, garante Lee.

Com 140 lojas, espalhadas por 14 estados do país, a Le biscuit  foi criada, em 1968. Em pouco mais de meio século, o pequeno armarinho de 100 metros quadrados, fundado por Aristóteles Santanna, na Rua Sales Barbosa, em Feira, cresceu e ganhou musculatura. Virou âncora de shoppings centers  e  faturou, no ano passado, R$ 1,2 bilhão - R$ 300 milhões a mais em relação a 2018. A  rede varejista abriu, no ano passado, 20 novas lojas próprias. O arrojado plano de expansão teria sequência este ano, mas a pandemia do novo coronavírus mudou tudo.

“Nosso plano de expansão de lojas físicas está em stand by (em espera). Não somos diferentes neste sentido. Mas esta crise nos permitiu explorar outros canais e ser mais inovador. ”, diz o CEO da companhia. "Tem sido um momento muito difícil para todo o varejo. Não tem como negar. No caso da Le biscuit, a empresa sempre passou muito bem por outras crises, aproveitou as oportunidades, e é nisso que acreditamos também agora".

Com 2.400 funcionários, a Le biscuit  vende todo tipo de produto: papelaria, artigos para festa, itens de higiene, beleza e moda, cama, mesa e banho, brinquedos,  eletrodomésticos e alimentos, entre outros.

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