Mano avalia arbitragem como catastrófica: 'Não tem outra palavra'

e.c. bahia
09.12.2020, 23:20:00
Atualizado: 09.12.2020, 23:51:24
Mano Menezes durante o jogo contra o Defensa y Justicia (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

Mano avalia arbitragem como catastrófica: 'Não tem outra palavra'

Em jogo marcado pelo VAR, Bahia perdeu do Defensa y Justicia por 3x2 na Fonte Nova

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A derrota do Bahia para o Defensa y Justicia por 3x2, no jogo de ida pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, na Fonte Nova, nesta quarta-feira (9), ficou marcada pela arbitragem. Principalmente no primeiro tempo, quando o VAR foi acionado durante seis momentos, o que causou uma paralisação total da partida de 17 minutos. Para tentar compensar, foram dados 14 de acréscimo.

Após o duelo, o técnico Mano Menezes não escondeu a irritação com a atuação do juiz Guillermo Guerrero. Nas aparições, o árbitro de vídeo anulou um gol de Gilberto e um pênalti para o tricolor. Também confirmou um gol e um pênalti para os argentinos e outras duas penalidades para o Bahia - Gilberto anotou uma e desperdiçou a outra.

"Sobre a arbitragem, foi catastrófica. Não tem outra palavra para isso. Um árbitro que para quatro vezes para ir ao VAR no primeiro tempo, nessas quatro nunca demora menos do que cinco minutos. Ele tira do jogo o tempo que o jogo tem que ser jogado. É isso que está acontecendo e precisa resolver. Hoje foi muito grosseiro, discutível, tudo que aconteceu no primeiro tempo", disse o treinador do Bahia.

"Isso, logicamente, para equipe que sai perdendo, cria uma dificuldade, você não consegue imprimir ritmo para reação. Mesmo assim, tivemos um pênalti e perdemos, seria o gol de empate. Mesmo assim, empatamos e achamos que o lance de Gilberto é muito discutível como impedimento. Essas são as questões objetivas que estamos falando, respondendo ao repórter", continuou.

Apesar das reclamações sobre a atuação da arbitragem, Mano reconheceu que existem certas coisas que precisam ser resolvidas na equipe.

"O Bahia teve seus problemas. E a gente não vai fechar os olhos para eles. Tentar resolvê-los da forma que a gente acredita. Trabalhando sério, mostrando aos jogadores, recuperando moralmente para o segundo jogo. Esse é o trabalho do técnico no momento mais difícil. Vivemos, de novo, uma fase de queda de resultado. A gente tem que se estabilizar como equipe para voltar a vencer no Brasileiro, pontuar, esses jogos duros que temos pela frente. Na sequência, temos Palmeiras fora, Flamengo fora, Internacional em casa e Grêmio fora. Sequência cabeluda, mas temos que ter uma resposta forte para mostrar capacidade de fazer melhor".

Mano Menezes ainda foi questionado se o Esquadrão havia chegado em seu limite na Sul-Americana. Ele afirmou que as eliminações fazem parte de competições mata-mata, mas que a equipe seguirá lutando para conquistar a inédita vaga no torneio internacional.

"Quando você afunila uma competição, um vai ficar fora e outro vai passar. E os adversários que vão chegando, chegam porque têm competência. O Bahia teve competência até agora para chegar. Vamos dizer na quarta que vem se tivemos competência para seguir em frente ou não. Os jogos são isso. Aconteceu tudo isso hoje, e vamos levar de objetivo final uma derrota em casa e temos que reverter fora. Futebol é isso. Todo mundo vai discutir um pouco, mas vai ficar o resultado. E, objetivamente, essa é situação que levamos para a Argentina, de ter que desmanchar uma vantagem lá fora. Não é primeira vez que precisamos fazer. Vamos preparados para fazer um grande jogo lá e lutar pela nossa vaga nas semifinal".

O Bahia faz o jogo de volta na próxima quarta-feira (16), às 19h15, e precisa ganhar por dois gols de diferença para avançar. Também é possível garantir a vaga com apenas um de diferença, mas só se fizer a partir de quatro (4x3, 5x4, 6x5 em diante). O duelo será no estádio Norberto "Tito" Tomaghello, em Florencio Varela, na Grande Buenos Aires.

"[Situação] mais complicada do que se tivéssemos a vantagem que queríamos, como fizemos nas oitavas. Mas é outro jogo, outra história, outra característica de adversário. Um adversário que joga mais, mas que te deixa jogar. E isso abre a perspectiva de fazermos também um jogo bem jogado lá. E ser mais competente na hora de acabar a jogada, porque estivemos hoje duas, três vezes, frente a frente com o goleiro. Evitar esses erros que todos citaram, que foram erros defensivos e que nos custaram esse primeiro resultado", comentou.

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