Médica que xingou paciente em rede social é afastada de emprego

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24.05.2022, 13:31:00
(Reprodução)

Médica que xingou paciente em rede social é afastada de emprego

"Tem que ser muito FILHA DE UMA **** pra vir 1 da manhã no pronto-socorro por conta de infecção urinária", escreveu

Uma médica que usou as redes sociais para reclamar de pacientes foi afastada do trabalho pela prefeitura de Almirante Tamandaré, na Grande Curitiba. 

A postagem da médica Mariana de Lima Alves xingando um paciente não especificado viralizou neste final de semana no Twitter. Ela criticou o fato da pessoa ir até o pronto-socorro na madrugada por conta de uma infecção urinária. 

"Tem que ser muito FILHA DE UMA **** pra vir 1 da manhã no pronto-socorro por conta de infecção urinária viu. Não tem outra expressão pra descrever", escreveu a médica. Em outro post, ela reclamou de grávidas que ao invés de ir para maternidade quando estão para parir vão para a emergência. Também perguntou qual era "a tara" em ir para o pronto-socorro por conta de um sintoma que o paciente já teria há um mês.

(Foto: Reprodução/Record TV)

Em nota, a prefeitura lamentou o fato e disse que a conduta dela no trabalho diferia do que ela escreveu nas redes. "Segundo os colegas, (ela) sempre atendeu todos os pacientes com muito respeito e simpatia, sem reclamações por parte da população. Não tínhamos conhecimento destas publicações até o momento", afirmou a prefeitura.

A médica é contratada por meio de uma terceirizada. Ela dava plantão às terças na Unidade de Pronto Atenidmento (UPA) de Almirante Tamandaré. 

"Mas, devido ao fato, está suspensa das atividades de atendimento na UPA 24h deste município, até que tudo seja esclarecido. Se comprovada conduta irresponsável, que fere os princípios éticos do exercício da profissão, a mesma será desligada da equipe de plantonistas", concluiu a nota.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) abriu uma sindicância para investigar a conduta da médica, que mora em Curitiba. Ela está registrada no CRM desde setembro do ano passado. 

A médica desativou e tornou privada as redes sociais após a repercussão do caso. Em outras publicações, ela também reclamava de pacientes, sempre sem citar nomes. Ela não foi localizada para comentar o caso - para a Record, ela disse que tem advogados cuidando do caso, mas não se alongou, desligando o telefone.

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