Meu escritório é a praia: a decisão de fazer o home office no litoral e ter vida melhor

bahia
24.07.2021, 05:00:00
Atualizado: 27.07.2021, 15:17:59
Greice acredita que a paisagem não atrapalha em nada o desempenho profissional. Pelo contrário: "é qualidade de vida" (Paula Fróes)

Meu escritório é a praia: a decisão de fazer o home office no litoral e ter vida melhor

Hotéis e aluguéis por temporada oferecem estrutura para trabalho durante a estadia

O home office é uma das transformações trazidas pela pandemia do novo coronavírus que veio para ficar. No segundo semestre do ano passado, 90% das empresas admitiram ter adotado alguma modalidade de trabalho remoto, de acordo com a pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), com 213 empresas brasileiras. Mas uma outra coisa que a crise sanitária mostrou é que o “home” onde o “office” é desenvolvido pode fazer uma diferença enorme em relação a qualidade de vida. 

Quem apostou no céu azul, areia branca e brisa do mar no Litoral Norte como escritório durante a pandemia não teve do que reclamar. Os principais hotéis da região e muitas casas alugadas por temporada fornecem todo o suporte necessário para quem precisa trabalhar durante o período por lá. A jornalista Greici Vidaletti, 37 anos, não apenas conseguiu produzir bastante, como acabou comprando uma casa no local onde passou parte do período isolamento social com a família. 

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“Com uma internet boa, estar aqui em Salvador ou lá, faz pouca diferença em relação ao trabalho, o que muda mesmo é a qualidade de vida que temos estando num lugar maravilhoso, ainda que trabalhando”, conta. 

A ideia de transferir o home office para a beira do mar surgiu quando percebeu que o apartamento não estava fazendo bem ao filho de 7 anos. “A gente estava tentando fazer tudo para que ele ficasse bem, até uma piscina de mil litros comprei e coloquei na sala”, ri. “Comprei tudo que encontrei de tintas para pintar, mas chegou a hora em que a criatividade acabou e aproveitamos para analisar a possibilidade de realizar um sonho antigo”. 

Confira também o episódio especial do podcast O Que a Bahia Quer Saber sobre o 'boom' do Litoral Norte! Por que tantas famílias estão migrando para as praias baianas?

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Em abril, a família alugou uma casa de praia no Iberostate, na Praia do Forte, já pensando em aproveitar a estadia e procurar uma morada permanente. “Foram quatro meses que passamos lá e eu confesso que cheguei a sentir um certo remorso pelo bem estar que tivemos em um momento tão difícil”, diz. 

O que seria apenas uma temporada acabou se transformando em algo permanente. “Colocamos a casa para alugar por temporada, quando tem alguém lá estamos aqui em Salvador, mas sempre que está vaga aproveitamos, ficamos lá e cá”. 

Portas abertas
O Iberostar, que há 15 anos atua na Praia do Forte, tem entre as suas apostas a oferta de uma estrutura para quem busca desfrutar da região, mas não pode deixar de dedicar parte do tempo ao trabalho. “Oferecemos uma estrutura para aqueles que precisam trabalhar enquanto estão hospedados. Contamos com wifi em alta velocidade e espaçosos apartamentos que acomodam com conforto durante as horas de trabalho online”, destaca o diretor de operações da empresa no Brasil, Ramón Girón.

O resort é o maior empregador no município de Mata de São João, com geração de empregos diretos e indiretos, além de contratação de  diferentes tipos de fornecedores. “A região tem lindas praias e uma natureza exuberante que tiram o fôlego de quem não conhece.  A Praia do Forte continua sendo um vilarejo encantador, conservando ainda a tradição dos pescadores misturado com um turismo sofisticado, fazendo do destino um espaço único em todo o Brasil”, completa. 

Antes da pandemia, o mix de clientes incluía outras nacionalidades, principalmente argentinos. Hoje em dia é 100% público nacional, diz Gíron. “Devido a nossa estrutura e programa de atividades,  o perfil dos clientes segue sendo principalmente famílias que almejam curtir as férias tranquilas no paraíso que Iberostar tem na Bahia”.

O hotel passou seis meses completamente fechado. “Fomos impactados como todo o segmento de turismo nacional e internacional”, conta Girón. O período foi utilizado para estruturar uma reabertura com toda a segurança e conforto para a equipe de colaboradores e hóspedes. A empresa lançou o projeto How We Care, que é baseado em um conselho consultivo médico. Ao todo, foram lançadas mais de 300 medidas para garantir a saúde de todos, destaca. 

Entre os atrativos do resort neste momento, o diretor de operações destaca mais de 600 atividades voltadas para famílias. Segundo ele, as adaptações para garantir a saúde dos visitantes não impactaram na experiência dos clientes. “Isso é comprovado através dos resultados de satisfação dos nossos clientes, que permanecem iguais ou até melhores do que eram no começo de 2020”, afirma.

O relações públicas e estudante de medicina Marquinhos Preto, 43 anos, conta que precisou lidar com demandas de trabalho e da faculdade em meio a uma estadia na Costa do Sauipe e diz ter resolvido tudo sem maiores dificuldades. Ele é responsável por vestir alguns artistas e precisou escolher à distância o que um de seus clientes deveria utilizar numa live. “Fizemos uma chamada de vídeo, escolhi o figurino, ele experimentou e eu retornei ao meu período de descanso”, conta. 

No dia seguinte, teve aula da faculdade e, do mesmo modo, tudo funcionou perfeitamente. “Acho até que como os hotéis estão com uma limitação em relação à quantidade de hóspedes a conexão está com uma velocidade até superior ao normal”, diz. 

A Costa do Sauipe, inclusive, investiu em estrutura e numa promoção voltada para o home office, com descontos de 15% em pacotes fechados entre domingos e quintas-feiras, exceto feriados, além da possibilidade de trabalhar numa estrutura ao ar livre e com vista para o mar. Neste pacote específico, as diárias individuais custam a partir de R$ 513,93, de acordo com a página do resort. 

O Boom do Litoral Norte é uma realização do jornal Correio com o patrocínio do Iberostar e da Prima Empreendimentos.

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