Mineração Sustentável

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30.12.2021, 06:00:00

Mineração Sustentável

Informe publicado pelo WWI Brasil traz ações de sustentabilidade na mineração baiana

As ações voltadas para as comunidades ao redor de sete das maiores mineradoras na Bahia estão compiladas no Informe WWI de Sustentabilidade na Mineração 2021. O material, produzido pelo World Watch Institute no Brasil, com apoio da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) traz importantes realizações, como fomento a cooperativas, manutenção de escolas e implantação de internet nas localidades, dentre outras, promovidos pela Bamin, Ferbasa, Galvani, Mineração Caraíba, RHI Magnesita, Tombador Iron e Yamana Gold.

Segundo o diretor do WWI no Brasil, Eduardo Athayde, “Uma métrica ESG dá às mineradoras a chance de destacar contribuições significativas para suas comunidades e as melhorias resultantes em educação, infraestrutura e qualidade de vida. Criar valor de longo prazo para todas as partes interessadas pode garantir o futuro da mineração”. 

Empresas de mineração com classificações ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) mais altas, superaram o desempenho do mercado durante o pico da Covid-19, entregando 34% de retorno aos acionistas nos últimos três anos, dez pontos percentuais

acima do índice do mercado, segundo o relatório “Mine 2021”, 18ª revisão anual das 40 maiores empresas de mineração da PwC, que examina as tendências globais na indústria de mineração.

Um dos exemplos mais antigos vem da Ferbasa, que é pioneira na forma como trata as vulnerabilidades que tanto comprometem o desenvolvimento do Brasil. Essa orientação partiu da inquietação de seu fundador, José Carvalho, com os problemas sociais do País. O empresário doou, em 1975, grande parte das ações que possuía do complexo industrial para a criação da Fundação José Carvalho. A fundação emprega, desde então, os dividendos recebidos anualmente da Ferbasa para educar mais de 3.800 alunos em suas 6 escolas próprias e 2 projetos socioeducativos.

Ainda em 1989 a empresa já recebia o título de “empresa cidadã”, pela revista Exame. Lastreados em linhas de atuação que abrangem as áreas da Educação, Arte e Cultura, Desenvolvimento Rural e Comunitário, Esporte, Meio Ambiente e Saúde, os projetos beneficiam anualmente mais de 100 mil pessoas, em 27 municípios baianos.

Para o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, as empresas precisam falar mais do seu papel social. “A mineração baiana tem um trabalho muito forte com as comunidades, mas fala pouco dele. São escolas, cooperativas, produção de alimentos, esportes… Além de pagar salários melhores que a média local e usar mão de obra quase que toda da região. Um trabalho belíssimo, mas que pouca gente fica sabendo”, diz Tramm. 

Além das ações desenvolvidas pelas mineradoras, o Informe do WWI traz ainda artigos de pesquisadores do instituto, discutindo questões como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), governança e cidades sustentáveis. A íntegra do material está disponível para download em bit.ly/informewwi2021

Prêmio CBPM de Mineração valorizou ações sustentáveis

Em 2021, mais um ano em que a mineração baiana ocupou papel de destaque no cenário nacional, a JMC Yamana Gold foi escolhida “Empresa do Ano”. Por sua vez, o vice-presidente de Operações Brasil & Argentina da companhia que atua em Jacobina, Sandro Magalhães, foi eleito a “Personalidade do Ano” – em ambos os casos, por voto popular, através do site da CBPM.

Fundamental para a economia de Jacobina, só no ano passado, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) foi de R$ 14 milhões, o que faz com que o município seja o maior arrecadador do estado da Bahia. A companhia se destacou também pelas ações socioambientais realizadas nas comunidades circunvizinhas como, por exemplo, a implantação de internet de fibra óptica, reforma e reconstrução de casas, pavimentação asfáltica e doações para o combate à Covid-19.

A diretora-jurídica da Yamana Gold, Carolina Sampaio Batista, recebeu o troféu em nome da companhia, eleita “Empresa do Ano” com 55% dos votos. Por sua vez, Magalhães recebeu o troféu, que foi esculpido pelo consagrado artista plástico baiano Bel Borba, das mãos do superintendente de Negócios da Ferbasa, José Corgosinho de Carvalho, neto do fundador da Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa), José Corgosinho de Carvalho Filho (falecido em 2015), que foi homenageado em 2019. 

“Pessoas não seguem procedimentos e normas. Pessoas seguem pessoas. O nosso papel como liderança é indicar a elas os caminhos para que possam brilhar. Este prêmio também faz isso. Por isso, desejo que ele tenha vida longa”, declarou o diretor da Yamana. O executivo, que obteve mais de 40% dos votos, também agradeceu a todos os colaboradores da companhia, consultorias e imprensa pela conquista.

Durante o evento, integrantes das cooperativas Mãos do Campo, Sabor do Sertão e Atelier da Fulô expuseram produtos que desenvolvem nas regiões de Jaguarari e Curaçá, com o apoio da Mineração Caraíba (empresa vencedora do Prêmio em 2020). Na ocasião, o público presente pôde experimentar e até mesmo adquirir laticínios derivados de cabras, bonecas artesanais e calçados feitos de couro.

Em sua terceira edição, o Prêmio CBPM de Mineração registrou um crescimento de 140% na participação de público em relação ao ano passado. Em 2019, quando foi criado, a personalidade homenageada foi José de Carvalho Neto, fundador da Ferbasa e da Fundação José Carvalho. Já em 2020 as premiações foram para a Mineração Caraíba e o seu diretor Manoel Valério. 


Este conteúdo tem apoio institucional da CBPM e WWI e oferecimento da Mineração Caraíba.

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