Móveis assinados vão além da estética

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27.12.2018, 06:00:00
Atualizado: 02.01.2019, 15:09:04
Ambiente da Manarelli Guimarães, com destaque para a Poltrona Fenda, por Bruno Faucz e a Poltrona Vira-Vira, por Pedro Useche. (Marcelo Negromonte)
Estúdio Correio -

Móveis assinados vão além da estética

Os mobiliários também são sinônimos de conforto, história e cultura

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Os primeiros móveis do mundo, provavelmente, foram as camas, cadeiras e mesas, criados em uma época onde o mobiliário era uma coisa escassa e reservada para os palácios e mosteiros. Na Idade Média, não há muito registro de interiores por conta da grande quantidade de batalhas e invasões registradas na época. Já no período Barroco, os armários se destacavam com o uso de detalhes, para ostentar riqueza e austeridade.

Se passaram os anos e o mundo viu uma verdadeira evolução dos móveis. Um exemplo é o amigo da família: o sofá. De diferentes formas e tamanhos, ele se destacou quando foi lançado por conta do estofado, uma técnica diferente para época barroca. A coisa se modernizando e, nos anos 60, surgiu, por exemplo, a cadeira Panton, do dinamarquês Werner Panton. A peça, sem encaixe e feita por injeção, é toda em plástico vermelho e empilhável. A sua aparência totalmente futurista marcou o surgimento do design pop, que foi além do funcional, usando e ousando nas cores e materiais que estruturassem novas formas.

A cadeira Panton surgiu nos anos 60, com uma proposta futurista e com uso de cores e materiais plásticos (Divulgação).

Toda esta transformação tem influência dos designers de móveis. Esses profissionais estudam o comportamento do consumidor, além das luzes, cores e formas para deixar um mobiliário funcional. Possuir um móvel assinado é sinônimo de conforto e estilo, mas vai além. “Cada móvel assinado é resultado de muito estudo e pesquisa por parte do designer, então ele traz força e personalidade à decoração de um ambiente. Além disso, uma peça assinada sempre conta uma história, deixando o local ainda mais interessante e nobre. Um ambiente que conta com esse tipo de mobiliário exala cultura”, ressalta a arquiteta Ana Paula Guimarães, curadora da loja Baú+.

O Brasil possui grandes designers de mobiliário, como os cariocas Índio da Costa e Zanini de Zanine, o mineiro Marcelo Ligieri, o paulista Fabrício Roncca, os catarinenses Bruno Faucz, Larissa Diegoli e Giácomo Tomazzi, além dos paranaenses Daniela Ferro e Ronald Sasson. A Bahia está, geograficamente, distante dos polos moveleiros do Brasil, que ficam situados mais nas regiões sul e sudeste, o que dificulta a participação dos baianos nesse cenário. Porém, o estado se destaca pela força artística e se apresenta desta forma na decoração, através da fotografia e das artes plásticas.

Ambiente da arquiteta Jéssica Araújo, com destaque: Sofá Fenda, por Bruno Faucz; Poltrona Ava, por Índio da Costa; Mesa de Centro Block, por Marcelo Ligieri.
Ambiente da arquiteta Jéssica Araújo, com destaque: Sofá Fenda, por Bruno Faucz; Poltrona Ava, por Índio da Costa; Mesa de Centro Block, por Marcelo Ligieri. (Marcelo Negromonte )
Ambiente com destaque para: Poltrona Barão, por Bruno Faucz; Mesa Lateral Marmo e Mesa de Centro Bronzo, ambas por Giácomo Tomazzi; e Puff Bar, na cor Coral.
Ambiente com destaque para: Poltrona Barão, por Bruno Faucz; Mesa Lateral Marmo e Mesa de Centro Bronzo, ambas por Giácomo Tomazzi; e Puff Bar, na cor Coral. (Divulgação)
Ambiente com destaque para Sofá Play, por Estúdio Bola.
Ambiente com destaque para Sofá Play, por Estúdio Bola. (Divulgação)
Ambiente com destaque para: Mesa de Centro Cob, por Frederico Cruz; Sofá Regente, de André Cruz; Poltrona Kazz, por Luan Delsavio.
Ambiente com destaque para: Mesa de Centro Cob, por Frederico Cruz; Sofá Regente, de André Cruz; Poltrona Kazz, por Luan Delsavio. (Divulgação)
Ambiente com destaque para Cadeira Shell, por Marcelo Ligieri.
Ambiente com destaque para Cadeira Shell, por Marcelo Ligieri. (Divulgação)
Móveis para área externa.
Móveis para área externa. (Divulgação)

Apesar da Bahia ficar fora dos polos moveleiros, o consumidor baiano encontra as peças assinadas pelos principais designers brasileiros de mobiliário nas lojas de Salvador, que estão atentas as tendências. A exemplo da Baú+, que tem um processo de curadoria feito por meio de visitas em mostras no Brasil e no exterior. “Os móveis e designers selecionados devem estar alinhados com a proposta da coleção vigente na loja. Alguns dos produtos são, inclusive, desenhados pelos próprios arquitetos curadores, que são do escritório de arquitetura Manarelli Guimarães, e produzidos por nós, sempre objetivando alcançar um conceito próprio e utilizando-se das melhores matérias-primas”, explica Guilherme Miranda, Relações Públicas da Baú.

Tendência para 2019

Living Coral ou, na tradução para o português, Coral Vivo. Esta é a cor do ano de 2019 do Pantone Collor, instituto que, por 20 anos, influencia a criação de produtos e decisões por compras em múltiplas industrias, incluindo a da moda, o design industrial, assim como design de produto, embalagem e design gráfico.

Coral Vivo é a cor da Pantone para 2019, que deve influenciar a movelaria e interiores (Divulgação).

Após pesquisa de tendências elaborada pela marca, a opção pelo tom foi escolhida por ter um caráter energizante, sociável e espirituoso. "O coral vivo acolhe e incentiva a atividade alegre, simbolizando a nossa necessidade inata de otimismo e expressão lúdica", descreveu Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute.

A cor vibrante e ao mesmo tempo suave também influencia a movelaria e os interiores. Inclusive, as lojas de móveis já estão pensando em produtos na tonalidade para o próximo ano. “Em 2019, continuamos apostando no uso de cores vivas, a exemplo do Coral Vivo, escolhida pela Pantone como a cor do próximo ano. A seleção de produtos está cada vez mais luxuosa e personalizada, atendendo a diferentes tipos de projetos. Os profissionais do mercado de arquitetura e design de interiores têm se identificado cada vez mais com a loja, disseminando a sua linguagem de produtos e consolidando a marca como trendsetter no mercado de móveis”, conta Guilherme Miranda.

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