MP denuncia e pede prisão de técnica de enfermagem por falsa vacinação

coronavírus
22.02.2021, 13:55:00
Atualizado: 22.02.2021, 13:55:30

MP denuncia e pede prisão de técnica de enfermagem por falsa vacinação

Em depoimento, ela alegou que estava "exausta", mas foi indiciada

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou e pediu a prisão preventiva da técnica de enfermagem Rozemary Gomes Pita, 42 anos, indiciada por peculato e crime contra a saúde pública pekla polícia civil.

A profissional não aplicou a vacina Coronavac em um idoso de Niterói, Região Metropolitana do Rio, no dia 12. Ela alegou em depoimento que estava "extremamente cansada e estressada" e negou ter agido com malícia ou algum interesse escuso.

O MP alega que se trata de uma profissional de saúde que, livre, "traz riscos para a ordem pública". O entendimento da promotoria é que os crimes foram dolosos (intencionais). A técnica foi denunciada ainda por não cumprir determinação do poder público para impedir propagação de doença contagiosa.

Profissional foi demitida
Depois que o inquérito foi concluído, a técnica foi demitida, informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Niterói. 

“Ela disse que não sabia explicar por que fez aquilo, que em 10 anos de profissão ela nunca tinha cometido tal deslize e não conseguiu explicar as razões de não ter aplicado o êmbolo. Inicialmente, ela alegou que estava estressada e extremamente cansada. Mas é muito difícil explicar o inexplicável”, disse o delegado Luiz Henrique Marques Pereira ao G1, após a conclusão do inquérito.

A falsa vacinação foi registrada em vídeo feito por familiares do idoso. Rozemary aparece nas imagens, em um posto drive-thru, sem aplicar de fato a vacina. A gravação foi considerada fundamental para conclusão do caso. O idoso das imagens foi procurado pelas autoridades e vacinado corretamente. 

"“Fica claro que ela não aperta o êmbolo, fica claro que ela não estava estressada. E mais, quando questionada se apertou a seringa de forma correta, ela responde de forma irônica. O que demonstra que ela tinha plena consciência do que estava fazendo", acredita o delegado.

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