Mulher disse que matou e esquartejou filho de 9 anos porque o odiava

brasil
12.06.2019, 19:42:02
Atualizado: 12.06.2019, 19:49:30

Mulher disse que matou e esquartejou filho de 9 anos porque o odiava

Rosana Auri da Silva Cândido queria que a criança fosse uma menina

Mãe (à direita) e companheira são suspeitas pela morte do menino (Foto: Divulgação)

Ódio. Esta foi razão apresentada por Rosana Auri da Silva Cândido, 27, para matar e esquartejar Rhuan, seu próprio filho, de 9 anos. De acordo com ela, a criança fazia ela ter "lembranças do passado".

Numa delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, a mulher acusada de cometer o crime com ajuda da companheira, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, 28, se disse muito vingativa e até se comparou com o Deus justiceiro do Velho Testamento da Bíblia.

Guilherme Melo, degelado que investiga o caso, foi a Rio Branco, no Acre, onde o casal morava antes de se mudar para o Distrito Federal, e ouviu mais de uma dezena de testemunhas. Segundo ele, todas relataram que as mulheres haviam mudado de comportamento nos últimos cinco anos.

"Elas tiveram uma transformação de personalidade muito grande por causa da religião fervorosa. Disseram que tinham visões, revelações divinas. A mãe Rosana se autointitulava pastora. Porém, apenas a companheira dela fez um curso em uma comunidade religiosa", afirmou o delegado, que classificou o crime como "bárbaro".

Ainda de acordo com Melo, Rosana matou Rhuan porque queria que ele fosse mulher e por não ter amor ao menino. Na delegacia, a mulher disse que o garoto a fazia lembrar do ex-marido e do sogro. Também relatou que sofreu estupros do pai de Rhuan. O delegado afirma, porém, que Rosana nunca prestou queixa contra o ex.

(Foto: Divulgação)

"Ela jamais denunciou o ex por esse crime. Disse que tinha ódio do Rhuan, porque ele era fruto de um estupro e que ele o fazia lembrar do passado dela, que ela pretendia esquecer", declarou.

O laudo divulgado pela Polícia Civil apontou que o menino foi decapitado ainda com sinais vitais e levou 12 facadas.

As mulheres estão presas desde o dia 1º de junho. Elas serão indiciadas por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem a possibilidade de defesa da vítima; lesão corporal gravíssima; tortura e ocultação de cadáver; e fraude processual, pois tentaram limpar a cena do crime, lavando os cômodos da casa.

Somados todos os crimes, elas podem ser condenadas a uma pena de 57 anos de prisão.


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