Os novos investimentos do setor mineral na Bahia

donaldson gomes
27.11.2020, 05:00:00

Os novos investimentos do setor mineral na Bahia


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Vento em popa
A mineração baiana segue como fonte de notícias positivas em um ano difícil. Em Jacobina, a Yamana Gold planeja ampliar em até 31% a produção de ouro, com um investimento de US$ 57 milhões, algo em torno de R$ 300 milhões na cotação atual da moeda norte-americana. O investimento será realizado na mina e na planta de processamento do metal, entre 2021 e 2022. Com a expansão, a expectativa é de que a produção de ouro anual no município salte para 230 mil KOz (onças). Em 2019, a companhia obteve recorde na produção de ouro de 159,4 mil KOz, de acordo com informações da SDE. 

Níquel 
No Sul da Bahia, a Atlantic Nickel, controlada pelo grupo Appian Capital Brazil e única produtora de níquel sulfetado em operação no país, identificou uma nova área com potencial significativo de recursos para exploração do minério no mesmo cinturão geológico onde já funciona a Mina Santa Rita. Em janeiro deste ano, a Atlantic Nickel retomou as operações da mina, que já alcançou a marca de 57 mil toneladas de concentrado de níquel direcionadas ao mercado internacional e a geração de 1.500 empregos diretos.

Pesquisa mineral
Os depósitos de níquel em Itagibá foram descobertos na década de 70, pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Na década de 90, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) delineou um depósito de níquel na região, com recursos da ordem de 40 milhões de toneladas de minério. Hoje, a mina de níquel é considerada a segunda maior do mundo, atrás apenas da Voisey’s Bay, descoberta no Canadá em 1993. Para o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, os resultados são uma mostra da importância que a pesquisa mineral tem. "Normalmente se fazem muitas tentativas, mas quando se acerta apenas uma, o resultado é maravilhoso", diz. Este ano, a CBPM já lançou três editais e pretende lançar um de ouro e outro para níquel.

Bendita tecnologia
A pandemia do novo coronavírus trouxe um desafio para os profissionais de auditoria interna, conta Paulo Gomes, diretor-geral do IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Além da necessidade de se adaptar ao trabalho à distância, o sentido de urgência acabou levando instituições públicas e privadas a abrir mão de determinados ritos. "Onde tem dinheiro vai ter alguém querendo se aproveitar e nosso papel é tentar minimizar isso", conta. O caminho, conta, foi incorporar às rotinas ferramentas de inteligência artificial e robótica para antecipar tendências e desvio. A tecnologia – tema do Conbrai, encontro nacional do setor – ajuda muito, reconhece, mas o fator humano continua a ser fundamental e, neste caso, há um alerta para  a Bahia: temos apenas 1,36% do total de auditores ligados ao IIA no país. 

Made in Bahia
O Grupo V, resultado da união entre a Civil Mineração e o Grupo Novavia, desenvolveu o primeiro remineralizador da Bahia, o Vulcano. A empresa investiu em tecnologia e pesquisa para agregar valor aos seus ativos minerais e trazer soluções em fertilização e revitalização do solo. Nos últimos 20 anos, o mercado nacional de fertilizantes cresceu a uma taxa média anual de 5,4%. Somente em 2019, foram importadas 30 milhões de toneladas de produtos do tipo. 

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