Padeiro mata a ex-mulher a facadas e depois comete suicídio 

bahia
25.10.2018, 15:00:00
Atualizado: 25.10.2018, 15:19:02
(Foto: Reprodução)

Padeiro mata a ex-mulher a facadas e depois comete suicídio 

Luzinete estava sob medida protetiva desde janeiro

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O padeiro Genildo de Jesus, 46 anos, espancou e matou a facadas a ex-mulher, a professora Luzinete Alves de Góes, 44, na noite desta quarta-feira (24), na cidade de Aurelino Leal, Sul do estado. Depois do crime, ele, que insistia em reatar a relação, ingeriu uma substância que o levou à morte. 

Luzinete possuía desde janeiro deste ano uma medida protetiva concedida pela Justiça para que o ex-marido mantivesse a distância de 200 metros dela. Apesar disso, permitia a aproximação de Givaldo em alguns momentos, por causa dos dois filhos do casal – um rapaz de 20 e uma menina de 14 anos.

“Ele aproveitava para tentar reatar o relacionamento, mas Luzinete não queria. Ele queria beijá-la e inclusive manter relações sexuais, mas ela não aceitava em virtude das agressões que havia sofrido, como murros e chutes”, disse o delegado Lane Andrade, titular da Delegacia de Aurelino Leal. 

Tragédia
A tragédia aconteceu na casa de Luzinete, localizada na Rua da antiga Cesta do Povo, no Centro da cidade. “Genildo aproveitou que os filhos não estavam em casa e teria dado início à discussão, pois Luzinete apresentava hematomas no corpo, o que nos leva a crer que ela primeiro foi espancada e depois esfaqueada no pescoço”, contou o delegado. 

Luzinete e Genildo foram encontrados caídos no chão da sala por um dos filhos. O padeiro ainda estava vivo e foi socorrido pela Polícia Militar para o Hospital de Aurelino Leal. “Ele morreu 20 minutos depois. Acreditamos que ele usou chumbinho, mas só a perícia para apontar a causa da morte”, esclareceu o delegado. 

Luzinete trabalhava na Escola Izolina Sá Barros em Ubaitaba, cidade vizinha de Aurelino Leal. Nesta quinta-feira (25), não houve aula em Ubaitaba. “A vítima era bem querida nas duas cidades. Já ele, era muito calado, não falava nem com os parentes sobre suas questões emocionais”, contou o delegado. 

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