Para aliviar hospitais que tratam Covid-19, HGE só atenderá casos graves

salvador
24.03.2020, 19:52:00
Atualizado: 25.03.2020, 13:47:02

Para aliviar hospitais que tratam Covid-19, HGE só atenderá casos graves

Hospital Geral do Estado absorverá demandas de outras unidades

A partir do próximo sábado (28), o Hospital Geral do Estado (HGE) será 100% dedicado aos casos graves, recebendo apenas pacientes regulados pelo Samu ou pela Central Estadual a partir de outros hospitais e UPAs da Bahia. A medida tem como objetivo aliviar outras unidades, para que elas consigam atender melhor a demanda de pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

Além de não receber casos que não envolvam risco de morte, o HGE não atenderá pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. A ideia é separar os pacientes em estado grave, para que eles não sejam contaminados com a pandemia. A mudança foi divulgada por Fábio Vilas-Boas, Secretário da Saúde do estado.

"[O governador Rui Costa] teve a sensibilidade de reservar o HGE para o trauma. Em todos os grandes países, há um hospital que é zona livre de Covid-19. Pedimos a compreensão da população neste momento, vai ser um período de adaptação, mas todos vão compreender que é melhor procurar uma unidade que atenda clínica médica", afirmou o diretor-geral do HGE, André Luciano Andrade.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, no ano passado, foram atendidos mais de 65 mil pacientes no HGE e, destes, 36% poderiam ser atendidos em uma Unidade Básica de Saúde ou uma UPA. Assim, a partir de sábado (28), demandas que não representem risco de morte devem ser feitas nestes outros locais. As UPAs mais próximas ao HGE são a dos Barris e a de Brotas.

"tualmente, desgasta-se equipes muito qualificadas com o atendimento de casos leves, medindo pressão, cuidando de dores abdominais. Eu tenho hoje na emergência do hospital três setores que são praticamente enfermarias. E eu preciso que o hospital tenha mais salas vermelhas para urgências emergências", comentou André Luciano.

"Há pacientes de clínica médica que ficam até 40 dias depois de dar entrada e isso também é uma despesa grande. Gasto com medicação, enfermagem, técnico de enfermagem, alimentação seis vezes por dia", continuou.

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