Patético: Vitória provoca expulsão e acaba o Ba-Vi antes da hora

ba-vi
18.02.2018, 17:56:00
Atualizado: 02.03.2018, 10:02:20
Jailson Freitas expulsa Bruno (centro) e acaba o Ba-Vi por falta de jogadores do Vitória (Arisson Marinho / CORREIO)

Patético: Vitória provoca expulsão e acaba o Ba-Vi antes da hora

Rubro-negro tinha sete jogadores em campo quando Bruno forçou a expulsão e o jogo terminou por falta de quórum

O que seria o Ba-Vi da paz terminou como o Ba-Vi da vergonha neste domingo (18), no Barradão. Com 1x1 no placar e após 16 minutos de paralisação por causa de brigas, o jogo terminou aos 34 minutos do segundo tempo porque o Vitória não teve jogadores suficientes.

A regra diz que a partida não pode continuar se um time tiver menos de sete jogadores em campo. Foi o que aconteceu, e de maneira proposital.

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​​​​​​​O Vitória tinha sete jogadores em campo. Primeiro porque Kanu, Rhayner e Denilson foram expulsos por causa de uma briga que começou quando Vinicius empatou de pênalti para o Bahia – no primeiro tempo, Denilson havia feito 1x0 para o rubro-negro.

O jogo só recomeçou depois de 16 minutos de bola parada e quatro jogadores do Bahia também expulsos, sendo os titulares Vinícius e Lucas Fonseca e os reservas Edson e Rodrigo Becão. Ou seja, com nove do Bahia e oito do Vitória.

Fernando Miguel não gostou da dancinha de Vinícius e tirou satisfação com o meia do Bahia (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Até que o rubro-negro Uillian Correia foi expulso após fazer falta por trás em Zé Rafael e receber o segundo cartão amarelo. O Vitória, com sete em campo, ficava no limite.

Ainda antes da cobrança da falta saiu a quinta e última expulsão do Vitória. Após uma troca de informações entre o técnico Vagner Mancini e alguns jogadores como Ramon e Bryan, o zagueiro Bruno Bispo caminhou até a bola, que estava parada para Allione cobrar, e a chutou para longe. Tudo isso ao lado do árbitro Jailson Macedo Freitas. Bruno já tinha cartão amarelo, foi expulso e o jogo acabou antes da hora.

Vinícius levou a pior após ser agredido pelos rubro-negos Kanu, Denilson e Yago (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

A primeira briga
A primeira grande confusão do jogo começou aos 4 minutos do segundo tempo, quando o Bahia empatou em cobrança de pênalti de Vinícius. Na comemoração, o meia tricolor fez uma dancinha estilo “créu” direcionado para a torcida do Vitória.

O goleiro Fernando Miguel não gostou e saiu em disparada segurando o jogador do Bahia e bradando com ele. Foi o início de uma briga generalizada em que Vinícius levou socos de Denilson, Yago e Kanu; e o volante Edson, do Bahia, deu um murro no lateral Bryan e recebeu outro de Rhayner. 

Gramado do Barradão se transformou em campo de guerra entre os elencos da dupla Ba-Vi (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

O árbitro Jailson Freitas expulsou três jogadores do Vitória: Kanu, Denilson e Rhayner, todos titulares; e quatro do Bahia, sendo os titulares Lucas Fonseca e Vinícius - sendo que este não havia revidado nem tinha cartão amarelo - e os reservas Rodrigo Becão e Edson.

Regulamento dá triunfo ao Bahia
O regulamento geral de competições da CBF afirma, em seu artigo 56, que nenhuma partida poderá ser disputada com menos de sete atletas. E acrescenta, no inciso 3º, que “após o início da partida, se uma das equipes ficar reduzida a menos de sete (7) atletas, dando causa a essa situação, tal equipe perderá os pontos em disputa”.

Denilson, do Vitória, tenta agredir Nilton, do Bahia (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

O inciso 4º complementa: “O resultado da partida será mantido, na aplicação do § 3º, se, no momento do seu encerramento, a equipe adversária estiver vencendo a partida por um placar igual ou superior a três (3) gols de diferença; e se tal não ocorrer, o resultado considerado será de três a zero (3x0) para a equipe adversária”.

O técnico Guto Ferreira já falou como vencedor do clássico, embora em tom de lamento: "Infelizmente um triunfo do Bahia que não tem aquele gostinho porque dentro de campo não foi possível terminar da maneira que tinha que terminar. Mas aí não cabe a nós julgar ou tomar decisões por eles. Nós sempre honramos os torcedores, buscamos os resultados até o final".

Tricolores e rubro-negros entraram em confronto no primeiro clássico do ano (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda não publicou a súmula da partida. O regulamento do Campeonato Baiano não aborda o tema, porém registra em seu artigo 1º, parágrafo único: "Todos os dispositivos da Legislação Desportiva aplicáveis ao Futebol Profissional no país e hierarquicamente superiores ao presente Regulamento fazem parte, necessária e obrigatoriamente, do conjunto de parâmetros legais aos quais o Campeonato se submete, dentre eles os Estatutos da FIFA, as Leis Federais 9.615/98 (Lei Pelé), 12.395/11 (Lei José Rocha) e 10.671/03 (Estatuto do Torcedor), o Estatuto da CBF, as Resoluções e Portarias (expedidas pela CBF), o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o Estatuto e RDI´s da FBF, e ainda o Regulamento Geral de Competições da CBF, edição 2018, no que couber".

Torcedor invadiu campo após confusão e precisou ser retirado pelo goleiro Caíque (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)



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