Pesquisa indica os bairros mais baratos para alugar um imóvel; veja lista

economia
15.12.2016, 04:11:00
Atualizado: 15.12.2016, 08:29:50

Pesquisa indica os bairros mais baratos para alugar um imóvel; veja lista

Preço médio do m² é de R$ 21,43, uma queda de 8,14% se comparado ao mesmo período de 2015. Brotas é o mais barato

Quem está procurando um apartamento para alugar e quer economizar deve correr para Brotas, no Centro de Salvador. É nesta região que - apesar de uma valorização de 0,2% entre outubro e novembro - se encontra o m² mais barato da cidade para locação segundo levantamento do portal de imóveis VivaReal. Brotas, segundo a pesquisa - realizada a partir da análise dos preços dos imóveis anunciados na plataforma -, está com preço médio de R$ 14,92 por m² para aluguel. O preço médio do m² para todos os imóveis anunciados para aluguel em Salvador é de R$ 21,43. 

Thais Carvalho acredita que paga um preço de aluguel pelo tamanho do apartamento em que mora em Brotas
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

Depois de Brotas, no ranking do m² mais barato para o aluguel , aparecem os bairros do Costa Azul, R$ 15,56; Itapuã, R$ 17,92; Imbuí, R$ 18,17; e Rio Vermelho, R$ 18,60. Por outro lado, Ondina, R$ 32,97; Barra, R$ 29,86; Horto Florestal, R$ 28,99; Caminho das Árvores, R$ 28,374; e Armação, R$ 27,21, são os bairros com o m² mais caro para aluguel na capital baiana. 

Assim, o aluguel de um apartamento com 60 m² em  Brotas sai pelo valor médio de R$ 895,20. No extremo oposto, um imóvel com o mesmo tamanho seria locado em Ondina por R$ 1.978,20. Nas duas situações não estão inclusos os valores das taxas de condomínio.

Apesar do preço mais  acessível, Brotas é apenas o sétimo bairro mais procurado para aluguel segundo a mesma pesquisa. À frente estão, pela ordem, Pituba, Caminho das Árvores, Imbuí, Barra, Rio Vermelho e Costa Azul. Destes, apenas Imbuí, Rio Vermelho e Costa Azul não constam do ranking dos dez bairros mais caros para o aluguel de imóveis em Salvador.  O levantamento mostrou ainda que Salvador tem valor médio do m² para aluguel abaixo da média nacional, que é de R$ 23,59. Neste ranking, a liderança é de São Paulo (R$ 35,16/m²). 

Compensa
A professora Thais Carvalho, 38 anos, mora no Acupe de Brotas há sete meses. “Barato  não é, mas esse (imóvel) é bastante amplo, são 3/4 e tem três banheiros. Está razoável”, diz. Antes da mudança, Thais morava em Santo Agostinho, também na região de Brotas, e pagava R$ 800 de aluguel. Para ela, o novo  valor compensa. “O imóvel tinha 3/4 com um banheiro, mas o tamanho era bem reduzido. Eu acho que compensou (a mudança) porque eu tenho três filhos e lá não tinha uma área para eles brincarem”,  compara. 

Pedro Neto, 43, que trabalha com informática, quer se mudar para a região de Brotas, e um dos motivos é o preço do aluguel dos imóveis no bairro. “Estou procurando apartamento naquela região por causa do valor, também. Eu tenho encontrado imóveis na faixa de  R$ 600 a R$ 700, principalmente no Engenho Velho de Brotas”,  conta.  

Para o presidente do   Conselho Regional de Corretores  de Imóveis da Bahia (Creci-BA), Samuel Prado, o preço mais barato para o aluguel em bairros como Brotas é reflexo de seu crescimento em torno de empreendimentos populares.

“Os bairros se valorizam ou se mantêm  de acordo com o tipo de investimento que se faça no local”, explica, antes e completar: “Brotas, por exemplo, foi um bairro que se construiu muito como conjunto  popular, e com isso ele se tornou um m² mais barato. Se  você pegasse o Horto Florestal, que é uma sequência de Brotas, e desse a ele esse tipo de investimento, ele não estaria tão valorizado”.

(Ilustração: CORREIO)

E o valor do imóvel na região de Brotas é um dos motivos que  mantêm o sushiman Ronaldo Amorim, 31, morando no bairro há sete anos.  “Eu escolhi Brotas por conta dos preços e também por causa da distância até onde minha família mora. Atualmente, eu estou pagando R$  1,2 mil em um apartamento de 74 m²”, diz.

Apesar do valor mais baixo no preço médio do aluguel em Brotas, há  quem não tenha ficado satisfeito com as ofertas encontradas no bairro. “Eu estava procurando apartamento naquela região, mas não encontrei. A questão não é que está caro. O problema é o que eu  posso pagar. Eu tenho olhado apartamento de 2/4 e encontrei uma  média de preço entre R$ 800 e R$ 900 e estava procurando até R$ 700. Como não achei nesta faixa, comecei a buscar em outras  regiões da cidade”, conta a vendedora Carolina Machado, 32.

Apesar dos valores médios do aluguel em Brotas terem sido considerados os mais baixos da cidade, o levantamento levou em conta apenas os imóveis registrados no site. De acordo com o VivaReal, esse pode ser um dos motivos pelos quais bairros populares, como os do Subúrbio, Sussuarana, Tancredo Neves e IAPI não tenham aparecido na pesquisa.

Preço do aluguel cai 8,14% em um ano
Segundo o levantamento do site VivaReal, Caminho das Árvores foi o bairro que apresentou maior desvalorização no mês de novembro. A  queda no valor do m² para aluguel chegou a 4,6%. Em seguida aparecem Itaigara (-3,2%), Ondina (-1,1%), Rio Vermelho (-0,8%) e Barra (- 0,5%). De forma geral, o preço do m² do aluguel em Salvador valorizou 0,8% em novembro ante outubro. Porém, em relação a novembro do ano passado, houve uma desvalorização de 8,14%. O que significa que o valor médio do aluguel de um imóvel de 60 m² em Salvador era de R$ 1.399 em novembro de 2015, agora é de R$ 1.285. 

Conforme explica Jucélia Cupertino, que atua no setor de locação da Espaço Novo Imobiliário, há, de fato, uma queda no valor dos imóveis em Salvador.  “Ultimamente os valores de aluguel estão caindo muito, em todos os bairros”, constata. “Tem muita oferta e a procura não está compatível”, conclui. 

É devido a este cenário que a corretora  de imóveis Adjailda Carvalho acredita que este é bom momento para quem quer alugar. “Não houve essa  grande queda de preço, mas também não aumentou em relação aos últimos anos”.

Para a Aline Borbalan, chefe do setor  de Inteligência de Mercado do site VivaReal, essa é a hora para aquelas pessoas que buscam alugar um imóvel maior por preços mais baixos.  “Se o consumidor não tiver o valor da entrada para comprar o imóvel próprio, é um momento interessante para alugar”, garante. “Neste momento, há a possibilidade de optar por um imóvel maior ou em um prédio com mais infraestrutura ou facilidades dentro de valores interessantes para o inquilino”, acrescenta. Aline acredita, porém, que até o final de 2017 os valores do aluguel vão voltar a apresentar crescimento.

Um dos motivos pelo qual o preço médio do aluguel em Salvador sofreu uma  queda tão grande foi a flexibilização do crédito, que permitiu que muita gente realizasse o sonho de comprar a casa própria. “Com isso, o aluguel possui demanda menor e os proprietários disputam os inquilinos que estão com mais opções para escolher. Assim, a solução encontrada é reduzir o preço para conquistar o consumidor ou, mais raro, investir em melhorias no imóvel para valorizá-lo”, afirma Aline Borbalan.

Negociação é a saída para diminuir preço
 Uma saída para quem não está encontrando imóvel no valor esperado ou está com dificuldade em pagar o valor do aluguel combinado é a negociação com o proprietário. “Uma opção para reduzir o valor do aluguel quando ele ainda está vigente é a realização de um acordo entre  as partes. Os próprios proprietários têm evitado aumentar o aluguel para manter o inquilino”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis  da Bahia (Creci-BA), Samuel Prado. “Em alguns casos, no momento da renovação, você pode até reduzir o  valor se for um acordo, mas não é algo normal de acontecer”,  completa. Prado esclarece ainda que muitos proprietários preferem reduzir o preço do aluguel e continuar  recebendo aquele valor mensal do que deixar o imóvel desocupado.

Uma opção para quem não conseguiu reduzir o valor do aluguel é negociar para que o proprietário faça algumas melhorias no imóvel. “Uma dica simples é a possibilidade de que o consumidor não consiga reduzir o valor mensal do aluguel, mas o proprietário esteja disponível a fazer uma melhoria no imóvel (pintura, troca de pisos) para deixar todos mais confortáveis e valorizar o bem”, sugere Aline Borbalan, da plataforma VivaReal.Mas para quem ainda quer alugar o imóvel e não gostou do valor encontrado, uma solução é enviar uma contraproposta ao proprietário. Jucélia Cupertino, do Espaço Novo Imobiliário, afirma que esta é uma prática  cada vez mais recorrente. “A pessoa visita, se interessa e manda uma  contraproposta. O dono do imóvel analisa se eles podem entrar em um acordo”, diz.


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