PF desarticula esquema de tráfico internacional de pessoas na Bahia e mais três estados

bahia
15.02.2017, 13:07:00

PF desarticula esquema de tráfico internacional de pessoas na Bahia e mais três estados

Cerca de 92 policiais federais fazem parte da Operação Marguerita, que conta também com a participação de autoridades policiais da Itália e Eslovênia

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Marguerita, com o objetivo de desarticular grupo criminoso internacional especializado em tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. As vítimas eram levadas de Fortaleza (CE) para a Itália e Eslovênia. Além do Ceará, a operação ocorre na Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

Cerca de 92 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 18 mandados de condução coercitiva, todos expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

A assessoria da PF na Bahia não foi localizada para informar quantos e onde estão sendo cumpridos os mandados na Bahia. Já a comunicação da PF no Ceará disse que só terá essa informação à tarde.

A operação conta, ainda, com a participação de autoridades policiais da Itália e Eslovênia.

A rede criminosa é composta por aliciadores, responsáveis pelo recrutamento, transporte, viagens para o exterior, acolhimento, alojamento e exploração sexual de vítimas (mulheres) nos países de destino.

O crime de tráfico internacional de pessoas com a finalidade de exploração sexual trata de grave violação de direitos humanos, considerando a situação de vulnerabilidade das vítimas, que muitas vezes, iludidas pelos aliciadores, mediante fraude, são levadas a países da Europa e submetidas à condição degradante.

Os presos serão indiciados por crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com pena prevista de até 25 anos de reclusão.

A operação foi batizada de “Marguerita” em alusão ao nome da principal boate (Margerita) na Eslovênia, onde se exploravam sexualmente as vítimas.

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