Policiais civis acatam decisão do TJ-BA e suspendem paralisação

bahia
11.08.2020, 18:37:00
Atualizado: 11.08.2020, 18:42:00
(Foto: Caroline Araújo/Polícia Civil)

Policiais civis acatam decisão do TJ-BA e suspendem paralisação

Categoria enviou ofício ao governador pedindo apoio nos protocolos de segurança contra a covid-19

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Após a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia que decretou ilegalidade na greve dos policiais civis prevista para acontecer nesta terça-feira (11), o sindicato que representa a categoria informou ao CORREIO que resolveu acatar a determinação e suspendeu a paralisação, que duraria 24h. O tribunal havia imposto pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A greve pedia melhores condições de trabalho para os policiais durante este período de pandemia.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), um ofício foi enviado ao governador Rui Costa cobrando a implantação de um protocolo de segurança voltado para a categoria. “A Polícia Civil até hoje, apesar de diversos ofícios e denúncia no Ministério Público do Trabalho, continua sendo negligenciada. As delegacias vivem sucateadas, falta até água e material de limpeza”, declarou o presidente do sindicato, Eustácio Lopes. 

Segundo ele, não há aferição de temperatura nas delegacias e reclama de não haver testes para os policiais em atuação. O sindicato disse ainda que tinha feito uma parceria com um plano de saúde para promover a testagem dos agentes públicos, mas o gabinete do delegado-geral teria proibido porque muitos policiais estavam apresentando resultados positivos de covid-19 e solicitando afastamento do trabalho. 

Conforme levantamento do próprio Sindpoc, 486 policiais já foram infectados pelo novo coronavírus e seis morreram vítimas da covid-19, segundo dados coletados até a última sexta-feira (7). A maior parte dos casos foi registrada em Salvador, Região Metropolitana (RMS) e Feira de Santana. Os números são reunidos a partir de informações espontâneas dos próprio policiais ao sindicato, que acredita que pode existir mais casos. 

A entidade diz que existem mais de 5,4 mil policiais no estado e, deste total, cerca de 700 estão afastados por se enquadrarem no grupo de risco da doença. 

“Os policiais estão tendo contato com os presos, então se eles vêm contaminados, os policiais acabam se contaminando e contaminando as suas famílias e até o cidadão que vai na delegacia registrar um B.O [Boletim de Ocorrência]. Estamos pedindo que façam a testagem a cada 15 dias para que os policiais que tiverem resultado positivo sejam afastados”, continua o presidente do Sindpoc. 

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