Região Metropolitana de Salvador tem maior deflação em 6 anos, diz IBGE

economia
10.06.2020, 12:56:00
Atualizado: 10.06.2020, 13:38:51
(Arquivo Agência Brasil)

Região Metropolitana de Salvador tem maior deflação em 6 anos, diz IBGE

Foi a maior deflação em um mês de maio na RMS desde o Plano Real

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A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) em maio ficou em - 0,47%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que faz a medida oficial. O número é abaixo do registrado em abril (- 0,16%) e bem menor que o de maio do ano passado (0,11%)

De acordo com os dados, é o menor IPCA para um mês de maio na RMS desde o começo do Plano Real, em 1994. Considerando todos os meses, é a maior deflação em quase seis anos -  desde de 2014, quando foi registrado um de -0,61%.

A deflação verificada em maio na RMS foi mais intensa do que a registrada no país como um todo (-0,38%). O índice nacional foi o menor, considerando todos os meses do anos, desde agosto de 1998 (-0,51%). 

Em maio, todos os 16 locais analisados pelo IBGE registraram deflação. Os menores índices foram verificados na Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG (-0,60%), no município de Campo Grande/MS (-0,57%) e na Região Metropolitana de Curitiba/PR (-0,57%). As quedas menos intensas ocorreram na Região Metropolitana de  Recife/PE (-0,18%), na cidade de São Luís/MA (-0,22%) e em Goiânia/GO (-0,25%).

Apesar das deflações de abril e maio, o IPCA da RMS ainda tem uma variação positiva, ainda que muito discreta - 0,04%. Nos 12 meses encerrados em maio, a inflação acumulada na área ficou em 1,66%.

Transporte, roupa e habitação
A deflação de maio na RMS se concentrou em três grupos de serviço: transportes (-4,11%), vestuário (-1,14%) e habitação (-0,19%). 

Os demais seis grupos que são analisados tiveram aumentos médios de preços no mês, com destaque para alimentação e bebidas (1,18%), artigos de residência (0,98%) e saúde e cuidados pessoais (0,20%). 

O IPCA de maio na RMS teve forte influência da queda média nos preços dos combustíveis (-12,03%), com pesos importantes da gasolina (-12,12%), do etanol (-13,71%) e do diesel (-8,26%). Ainda no grupo transportes, as passagens aéreas também mostraram deflação relevante (-23,87%). 

Dentre os itens de vestuário, houve quedas nas roupas femininas (-2,41%) e masculinas (-2,32%), enquanto as roupas infantis tiveram variação positiva (0,84%). Já dentre as despesas com habitação, as principais influências para baixo vieram de aluguel e taxas (-0,43%) e condomínio (-0,98%).

Entre os grupos em alta no IPCA de maio, na RMS, a alimentação, apesar de ter desacelerado, mais uma vez liderou, com aumentos tanto nos alimentos consumidos em casa (1,48%) quanto na alimentação fora (0,40%), que inclui serviços de delivery.

A cebola continuou com forte alta (51,71% em maio e 139,93% no ano de 2020), as carnes voltaram a aumentar (2,06% em maio, frente a -0,21% em abril), o feijão carioca (11,56%) e o pão francês avançaram (1,78%), entre outros produtos importantes do dia a dia. 

Entre os artigos de residência, as maiores pressões inflacionárias vieram de equipamentos de TV, som e informática (4,13%) e de eletrodomésticos e equipamentos (3,28%). Já no grupo saúde e cuidados pessoais, os destaques em alta foram os planos de saúde (0,60%), produtos para a pele (6,52%) e os produtos farmacêuticos, ou medicamentos em geral (0,66%).

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