Suspeito de matar travesti em Stella Maris é preso; ele nega crime

salvador
15.03.2018, 12:41:00
Atualizado: 15.03.2018, 13:32:51
(Divulgação/Polícia Civil)

Suspeito de matar travesti em Stella Maris é preso; ele nega crime

Bruna foi assassinada a tiros em 2017

Com mandado de prisão temporária em aberto pela morte da travesti Bruna, ocorrida em 11 de junho de 2017, em Stella Maris, Joel Francisco Santos Gama, 54 anos, foi preso, nesta quarta-feira (14), por investigadores da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), no bairro de Itapuã.

 A delegada Rosimar Malafaia, da 1ª DH/Atlântico, apurou que a vítima era garota de programa e saiu naquela madrugada com um cliente, a bordo de um veículo Etios Toyota, de propriedade de Joel. O corpo de Bruna, com marcas de tiros, foi encontrado na localidade do Sorrisão, em Stella Maris.

Interrogado por Rosimar, Joel, que estava acompanhado de advogados, assumiu a propriedade do veículo, mas negou a autoria do crime. Ele foi encaminhado para o sistema prisional. Os investigadores cumpriram também mandado de busca e apreensão na casa de Joel.  

Crime
O corpo de Bruna foi encontrado no chão, por volta das 7h20, na Alameda Praia do Flamengo, logo após um complexo de lojas de fogos de artifício. 

Quando o Centro Integrado de Comunicação (Cicom) da Secretaria da Segurança Pública recebeu a informação, a pessoa que avistou o corpo disse que a vítima ainda apresentava sinais vitais, mas quando a Polícia Militar chegou ao local, já encontrou a travesti morta.

O corpo tinha seis perfurações na nuca, barriga, no ombro e nas costas. De acordo com a perícia, há indícios de que o crime tenha ocorrido na noite de sábado (10). À época, peritos afirmaram que os tiros foram à "queima-roupa", possivelmente com uma pistola 380. Não havia marcas de tortura.

Ao lado do corpo, só havia uma bolsa, na qual não foram encontrados documentos. Junto ao corpo também foi achada uma cédula de R$ 10 presa ao sutiã. Segundo policiais da 15ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Itapuã), não havia ninguém por perto quando o corpo foi localizado.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi encaminhado ao local para realizar a perícia e removeu o corpo por volta das 10h. A rua onde ela foi encontrada dá acesso à Avenida Paralela, mas é pouco utilizada.

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