Tecnologia é aliada na atenção domiciliar

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04.05.2022, 05:00:00

Tecnologia é aliada na atenção domiciliar

A pandemia impulsionou o uso da tecnologia em diversos processos do setor de saúde, acelerando o atendimento à distância para inúmeras especialidades e situações de cuidado. Apesar de ter sido potencializada a partir do cenário de crise sanitária, essa já era uma realidade no home care, que sempre precisou - e isso se intensificou nos últimos anos - prever recursos para otimizar o atendimento, ampliando o cuidado descentralizado.
 
Nesse contexto, a informatização já estava presente nos atendimentos domiciliares, diminuindo barreira de estrutura, o que permite oferecer a mesma assistência humanizada, com qualidade e segurança, ampliando o espectro geográfico com utilização de recursos de conectividade que devem mudar, para melhor, a realidade desse cuidado. 

É importante entender que a digitalização não tem a ver com a perda de humanização na saúde. O atendimento humanizado já era uma tendência em ampliação antes de 2020 e que pode e deve estar presente em todas as etapas do atendimento, aliada aos processos digitais. Por exemplo, um dos contextos em que a tecnologia se mostra mais importante no home care é a prevenção de agravos. O monitoramento e controle que a tecnologia proporciona encurta o tempo de observação de complicações, prevenindo hospitalizações e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Isso é possível ao dispor na casa do paciente de tecnologias adaptadas dos setores hospitalares, como as UTIs. Na S.O.S. Vida, desde 2019, por exemplo, são desenvolvidas pesquisas no intuito de criar esse modelo de acompanhamento residencial cada vez mais eficaz e adaptado, utilizando a Inteligência Artificial como mais um agente do atendimento. 

Outro ponto que era um tabu antes da pandemia e hoje, após ser regulamentada pela necessidade do momento, se mostrou um importante aliado no encurtamento de distâncias e agilidade do cuidado é a telemedicina. Dentro do atendimento em home care, há um exemplo de boa utilização dessa ferramenta, que não vem para substituir o atendimento presencial, mas para agregar, agilizar e otimizar o tempo. Hoje, com esse modelo estruturado em uma plataforma específica, essa modalidade de atendimento é uma forma de racionalizar recursos com respostas mais rápidas para o paciente. 

Os desafios existem. No cenário da atenção domiciliar, há uma situação muito particular, uma vez que o cliente não está em um único lugar e cada domicílio possui uma estrutura. Não é de hoje que o setor busca maneiras de minimizar as distâncias, uma vez que não se trata de um modelo de atendimento no qual pacientes e profissionais estão todos no mesmo local. Dessa forma, superar esses desafios é uma missão que o setor vem cumprindo, e que deve ser cada vez mais ampliada nos próximos anos. 

Edmundo Ribeiro é  diretor-executivo da S.O.S. Vida.

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