Tremor de terra atinge cidades do interior da Bahia

bahia
09.11.2019, 10:01:00
Atualizado: 09.11.2019, 10:04:05
(Imagen: Divulgação/LabSis UFRN)

Tremor de terra atinge cidades do interior da Bahia

A origem do abalo foi em Amargosa, de acordo com laboratório da UFRN

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Um tremor de terra assustou moradores de cidades do Centro-Sul do estado na madrugada deste sábado (9). O abalo aconteceu por volta das 4h30 e teve magnitude de 3,5, de acordo com o Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 

A origem do tremor foi na cidade de Amargosa, mas, segundo o professor Aderson do Nascimento, coordenador do LabSis, pode ter sido sentido em municípios até 40 quilômetros distantes do epicentro. Nas redes sociais, há relatos de moradores de cidades como Mutuípe, São Miguel das Matas, Mutuípe e Elísio Medrado. 

“A região do evento é conhecida por ser uma região sísmica, desde o tempo do Império”, afirmou o professor, ao CORREIO, por telefone. 

De forma geral, o Brasil é conhecido por não registrar grandes terremotos, devido ao fato de estar localizado em cima de uma placa tectônica. No entanto, em algumas localidades do país – além do próprio do Recôncavo, lugares como o agreste pernambucano e a borda da bacia potiguar –, acontecimentos como esse são relativamente comuns. 

Além do Brasil, locais como o interior dos Estados Unidos e da África do Sul também estão no interior de placas tectônicas. 

“Uma explicação definitiva é matéria de debate científico. O que ocorre é uma conjunção de fatores como sendo uma fratura pré-existente, uma herança geológica que pode estar sendo reativada. É como se você tivesse imprensando uma área muito grande na rocha e liberando energia na forma desses eventos”, explicou. 

A magnitude – de até 3,5 – é considerada de pequena a moderada. A duração deve variar de acordo com o local onde foi sentido, porém, não costuma passar de alguns segundos. 

“Hoje em dia, é muito mais fácil fazer esse levantamento das localidades que sentiram porque tem internet, blogs locais. Às vezes, as pessoas acham que está tendo mais terremoto, mas é porque tem mais divulgação”. 

Confira algumas das reações de moradores no Twitter

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas