Um dos bandidos mais procurados do Rio seria o alvo da operação que interrompeu live

em alta
27.07.2020, 10:50:10
Atualizado: 27.07.2020, 13:10:56

Um dos bandidos mais procurados do Rio seria o alvo da operação que interrompeu live

Policiais invadiram a casa errada

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A live do grupo de pagode Aglomerou foi interrompida, no Rio de Janeiro, por uma ação da Polícia Civil neste domingo (26). Mas na verdade tudo foi uma grande confusão. Os agentes entraram na casa onde ocorria a gravação, revistaram tudo, mas o alvo da ação era um imóvel vizinho, onde, segundo o Extra, havia a suspeita de que o miliciano Ecko, um dos bandidos mais procurados do Rio, estaria participando de uma festa.

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a live “foi interrompida para evitar que alguém pudesse ser ferido durante a ação”. Ninguém foi preso durante a operação.

Ainda segundo o Extra, Wellington da Silva Braga, o Ecko, é apontado como chefe da maior milícia do estado do Rio. O bando começou atuando na Zona Oeste da capital e se expandiu para cidades da Baixada Fluminense. Há uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão do miliciano. 

Tiroteio, cavalo desgovernado, peladão com Bolsonaro: 5 lives em que tudo deu errado

'Frustração'
O Aglomerou, que já tem esse nome há três anos, começou a planejar a live há dois meses, cujo objetivo era arrecadar alimentos, insumos e dinheiro para doação. Depois do susto, os músicos prometem marcar uma nova data para a apresentação.

"Foi uma frustração muito grande e estávamos no começo da live ainda. Sou músico há 12 anos e nunca vivi nada parecido. Muitos ligaram preocupados, mas estamos todos bem", afirmou ao Extra o vocalista do grupo, João Victor Costa.

O cantor Igor Raiol, que faria um participação especial na live, contou ter sido avisado por um amigo de Curitiba que o show havia sido interrompido pela ação policial.

"Estava indo para o carro quando um amigo me ligou preocupado. Foi Deus, eu me atrasei um pouco e acabei não estando lá. Não conseguia falar com eles. Foi desesperador até conseguir contato."

Reveja o momento:

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas