Vacinas reduzem em 90% risco de hospitalização e morte por covid, diz estudo

coronavírus
11.10.2021, 18:43:53
Atualizado: 11.10.2021, 18:47:59
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Vacinas reduzem em 90% risco de hospitalização e morte por covid, diz estudo

Pesquisa conduzida na França analisou os dados de 22 milhões de pessoas de mais de 50 anos

Que a vacinação está diretamente ligada à redução de casos graves e mortes pela covid-19 nós já sabíamos, contudo, um estudo francês publicado nesta segunda-feira (11) revelou que os riscos de hospitalização e óbito chegam a ser nove vezes menores para os vacinados contra a doença do que para aqueles que não tomaram a vacina.

A pesquisa analisou os dados de 22 milhões de pessoas acima de 50 anos de idade,  o maior estudo em termos de população realizado até agora no mundo, e constatou que as vacinas reduziram em 90% o risco de desenvolver um quadro grave ou morrer após contrair por conta de complicações da covid-19.

Os pesquisadores do Epi-Phare analisaram os dados coletados entre 27 de dezembro de 2020, quando a França lançou sua campanha de vacinação contra a covid-19, e 20 de julho deste ano. Foram comparados os dados de 11 milhões de pessoas vacinadas de mais de 50 anos, com os dados de 11 milhões de não vacinados, da mesma faixa etária.

Com isso, foi constatado que “as pessoas vacinadas têm nove vezes menos riscos de serem hospitalizadas ou de morrerem de Covid-19 que as não vacinadas”, destacou o epidemiologista Mahmoud Zureik, diretor do Epi-Phare. “A redução do risco de hospitalização de 90%” foi verificada a partir do 14° dia após a aplicação da segunda dose.

Os resultados da pesquisa francesa confirmam as observações feitas em outros países como Israel, Reino Unido ou Estados Unidos. 

Variante delta

O estudo também revelou resultados positivos da vacinação contra a variante delta. A eficácia da vacina nas pessoas com mais de 75 anos foi de 84%, e na faixa etária entre 50 e 74 anos de 92%. 
 
Entretanto, os dados referentes à variante foram coletados somente a partir de 20 de junho (um mês antes do fim do estudo), quando a delta começou a ser predominante.
 
Os autores ressaltam que um mês é pouco para “avaliar o impacto real da vacinação em relação à variante Delta” e que o “estudo deve continuar para integrar dados de agosto e setembro”.
 
O estudo inclui pessoas vacinadas com os imunizantes da Pfizer-BioNTech, da Moderna e da AstraZeneca.

Sobre uma dose de reforço, os autores ainda afirmam que “nenhum indício aponta uma perda de imunização que corrobore a necessidade de uma terceira dose da vacina para toda a população”.
 

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