Vitória desiste de jogar na Fonte Nova em 2020; entenda o caso

e.c. vitória
12.12.2019, 19:19:17
Atualizado: 13.12.2019, 12:18:52
Torcida do Vitória na Fonte Nova em um dos três jogos na arena como mando de campo (Adolfo Freitas / EC Vitória)

Vitória desiste de jogar na Fonte Nova em 2020; entenda o caso

Leão não chegou a ter contrato definitivo: jogos em 2019 foram de teste

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A parceria entre Vitória e Fonte Nova, anunciada em setembro, sequer terá início: ficou apenas nos testes. Em meio ao planejamento para a temporada 2020, o rubro-negro definiu que não exercerá o direito de iniciar um contrato definitivo com a arena a partir do ano que vem.

Além disso, o Leão negocia uma rescisão amigável do primeiro contrato, que previa jogos pontuais na Fonte Nova ao longo de 2019, em caráter de testes antes da parceria definitiva. Deste contrato, o Vitória disputou apenas três partidas das sete que havia acertado com a arena.

Segundo apurou o CORREIO, esse distrato deve acontecer sem problemas, apesar da não realização dos quatro jogos restantes. O único empecilho seria uma dívida do Vitória com o consórcio que administra a Fonte Nova por causa do prejuízo acumulado nos três confrontos realizados lá.

O primeiro duelo do rubro-negro na arena foi em 14 de setembro, uma derrota por 1x0 para o Guarani pela 22ª rodada. Na sequência o Leão teve dois empates no estádio: 0x0 com o Atlético-GO e 2x2 com o Sport.

Entenda o caso
Como explicou o CORREIO em outubro
, o contrato definitivo entre Vitória e Fonte Nova, que teria duração até dezembro de 2022, entraria em vigor somente em janeiro de 2020. As partes teriam a opção de ativar ou não o contrato e de adiar o seu início - para o começo da Série B, por exemplo.

O acordo foi anunciado no dia 9 de setembro. Para dar conta das nove partidas que o Leão ainda teria como mandante na Série B até o final de 2019, foi acertado um contrato piloto, cujo resultado financeiro seria apurado jogo a jogo.

Esse contrato, portanto, seria uma espécie de teste antes do vínculo em definitivo. Vitória e Fonte Nova negociaram um pacote de sete jogos porque a arena estaria ocupada em duas das nove partidas restantes - contra o Londrina, pela 30ª rodada, e contra o Coritiba, pela 38ª.

Esses detalhes contratuais não foram divulgados por Vitória e Fonte Nova à época do anúncio do acordo, em 9 de setembro. As partes comunicaram somente que o vínculo seria de três anos e três meses, até dezembro de 2022.

Apenas a estreia na arena, contra o Guarani, deu lucro. Foram 17.531 pagantes - maior público rubro-negro na temporada - e renda líquida de R$ 248 mil. Contra Atlético-GO e Sport, porém, prejuízos de R$ 81 mil e de R$ 76 mil, respectivamente.

Sem o retorno de público esperado, o Vitória anunciou no dia 23 de outubro que não mandaria mais jogos na Fonte Nova até o final da Série B. O clube não se pronunciou na época se voltaria ao estádio em janeiro para ativação do contrato definitivo.

Em entrevista ao CORREIO no final de novembro, Paulo Carneiro disse que trataria do assunto com a arena: "Vamos ter uma conversa com a Fonte Nova. Nós não podemos externar nada de importante, porque temos compromisso firmado com eles. Estou marcando uma reunião próxima para conversar. Inicialmente estamos trabalhando com o Barradão, nossa casa".

A Fonte Nova jamais comentou oficialmente sobre o assunto desde o início das negociações com o Vitória. A arena resume-se a dizer que não comenta detalhes contratuais.

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