YouTube remove 14 vídeos de lives do presidente Bolsonaro

brasil
21.07.2021, 20:43:15
Atualizado: 21.07.2021, 21:09:38
(Reprodução)

YouTube remove 14 vídeos de lives do presidente Bolsonaro

Plataforma diz que vídeos apresentam dados incorretos sobre a covid-19; entrevista em que médica defendia uso de cloroquina e ivermectina também foi removida

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O Youtube removeu, nesta quarta-feira (21), 15 vídeos, sendo 14 lives, postados no perfil do presidente Jair Bolsonaro na rede social. Os vídeos foram publicados entre o ano passado e este ano, e foram retirados do ar por conta do que a plataforma considerou como conteúdo falso e que violava a política de informações médicas corretas sobre a covid-19. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.
 
Entre as lives removidas estão as transmissões que o presidente fez no dia 6 de agosto do ano passado, com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Outra live removida foi uma transmissão feita direto do Amazonas, em 27 de maio. O único vídeo derrubado que não é uma live é uma entrevista da médica Nise Yamaguchi, que recomenda cloroquina e ivermectina em uma entrevista para a emissora CNN.
 
Em nota enviada ao Metrópoles, o Youtube falou sobre a decisão de remover os vídeos. “Após análise cuidadosa, removemos vídeos do canal Jair Bolsonaro por violar nossas políticas de informações médicas incorretas sobre a Covid-19. Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir Covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”.
 
De acordo com as regras da plataforma, como houve uma violação das regras de uso, em caso de nova violação, o presidente sofrerá sanções e pode ficar até uma semana sem poder usar o canal, onde transmite semanalmente suas lives.
 
O YouTube disse ainda no comunicado enviado que as diretrizes “estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais”, e que as políticas internas foram mudadas para seguir essas orientações. “Aplicamos nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”, diz o texto.

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