Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

ACM Neto defende demissão da cúpula da Seap após escândalo em Eunápolis

"Esse escândalo é o maior exemplo do descaso de Jerônimo Rodrigues com a segurança pública na Bahia", declarou o pré-candidato ao governo da Bahia

  • Foto do(a) author(a) Pombo Correio
  • Pombo Correio

Publicado em 28 de abril de 2026 às 15:50

Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil)
Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) Crédito: Divulgação

Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) defendeu a demissão de toda a cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (Seap) após os recentes fatos ligados ao escândalo do presídio de Eunápolis.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Neto disse que o caso “parece roteiro de série da Netflix” e criticou o silêncio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante da situação, que envolveu, segundo delação da ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres divulgada pela imprensa, um grande esquema para facilitar a fuga de 16 detentos do local em dezembro de 2024.

“Foi nesse mesmo presídio que 16 detentos fugiram, acreditem, com ajuda de gente que tinha cargo de confiança no governo, com salário pago por você, por mim, por todos nós. Esse escândalo é o maior exemplo do descaso de Jerônimo Rodrigues com a segurança pública na Bahia. É inaceitável, é inacreditável que um governador tenha a coragem de colocar uma secretaria dessa importância na mesa de negociação político-partidária”, afirmou.

Neto ressaltou que, mesmo diante da ampla divulgação do caso, o governador preferiu adotar o silêncio. “Sob o governo de Jerônimo Rodrigues, uma secretaria que deveria combater o crime organizado virou um verdadeiro escritório das facções criminosas. Tudo isso com a participação e a permissão do governo. O mínimo que o governador pode fazer agora, aliás, a obrigação dele é demitir imediatamente o secretário e toda a linha de comando da Administração Penitenciária na Bahia”, declarou.

Ele salientou que este caso evidencia o "descontrole" do governo Jerônimo sobre a segurança. “Quando o crime organizado manda e desmanda até dentro dos presídios e o sistema penitenciário chega a esse nível de descontrole, fica claro que esse governo perdeu todas as condições de liderar a Bahia. E só tem um jeito de mudar isso: mudando o governador”, enfatizou.

Foragidos são procurados pela polícia por Divulgação / Seap

Roteiro de série

No vídeo, ACM Neto relembrou fatos já noticiados pela imprensa em relação ao presídio de Eunápolis, como as regalias para faccionados. “O que aconteceu no presídio de Eunápolis, parece roteiro de série da Netflix. Mas não. Acreditem, foi aqui na Bahia, debaixo dos olhos de um governo que perdeu completamente o controle da segurança pública. Uma vergonha nacional”, afirmou.

“Imaginem vocês, tudo isso aconteceu em um presídio onde estavam alguns dos bandidos mais perigosos do Brasil. É até difícil de acreditar, mas dentro da cadeia, os criminosos tinham moqueca de camarão, lasanha e chester. Nas celas, os bandidos tinham regalias como frieza, eletrodoméstico, telefone e caixa de som. Rolava até festinha com direito a acarajé”, detalhou.

Ele ainda citou que, conforme as apurações, os traficantes podiam inclusive andar armados dentro do presídio. “Aliás, as visitas íntimas eram frequentes. E alguns presos, acreditem, que tinham a chave da própria cela, ou seja, entravam e saíam quando queriam. Parece até mentira, mas teve o velório da avó de um traficante dentro da cadei”, pontuou.