Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Aprovação de piso dos professores acende esperança para médicos, garis e mais de 150 profissões

Após o Senado aprovar o novo piso dos educadores, dezenas de categorias agora pressionam Brasília para também garantir salários mínimos por lei

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 2 de junho de 2026 às 14:32

Médicos, dentistas, garis e outros trabalhadores acompanham projetos que podem transformar a política salarial no país.
Médicos, dentistas, garis e outros trabalhadores acompanham projetos que podem transformar a política salarial no país.Médicos, dentistas, garis e outros trabalhadores acompanham projetos que podem transformar a política salarial no país Crédito: Ilustração, IA

A aprovação do novo piso nacional dos professores pelo Senado reacendeu uma antiga disputa em Brasília. A criação e atualização de salários mínimos para categorias profissionais em todo o país. Com o reajuste dos educadores já encaminhado e à espera de sanção presidencial, mais de 150 profissões acompanham projetos que podem redefinir remunerações em diferentes setores da economia.

Captain and woman copilot getting ready to fly airplane and takeoff with dashboard navigation in cockpit command. Airline crew fixing altitude level and with control panel buttons, flying plane. por Divulgação

O impasse sobre quem vai pagar a conta dos novos salários

A movimentação ganhou força no Congresso Nacional e coloca em lados opostos entidades sindicais, que defendem a valorização profissional, e gestores públicos preocupados com o impacto fiscal das medidas.

O debate envolve médicos, cirurgiões-dentistas, profissionais da limpeza urbana e trabalhadores de outros setores que aguardam há anos por uma atualização salarial em âmbito nacional.

Médicos e dentistas aguardam votação de propostas

Entre as propostas mais avançadas está o Projeto de Lei nº 1.365/2022, que estabelece um piso nacional para médicos e cirurgiões-dentistas.

O texto já passou pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado e aguarda análise da Câmara dos Deputados. A proposta fixa remuneração mínima de R$ 13.662 para jornadas de 20 horas semanais, além de prever reajuste anual pela inflação, intervalo obrigatório durante a jornada e adicional para horas extras e plantões noturnos.

Entidades da categoria argumentam que a atualização busca corrigir uma defasagem histórica. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a legislação que serve de referência para o piso atual não recebe atualizações desde 1960.

Garis e profissionais da limpeza também lutam por piso fixo

Outra categoria que acompanha de perto as discussões é a dos garis e trabalhadores da limpeza urbana.

Projeto de Lei nº 4.146/2020 já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e prevê piso equivalente a dois salários mínimos para jornadas de 40 horas semanais. Atualmente, o valor corresponderia a R$ 3.036.

A proposta também define pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo e regras específicas para aposentadoria especial.

Segundo dados da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) a atividade apresenta elevado índice de acidentes de trabalho e ajudaria a reduzir a diferença salarial observada entre grandes centros urbanos e municípios menores, onde muitos trabalhadores recebem remunerações próximas ao salário mínimo.

O dilema entre reconhecer o trabalhador e estourar o orçamento

O avanço das propostas reacendeu discussões sobre o equilíbrio entre valorização salarial e capacidade financeira dos entes públicos.

Na educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende que a atualização do piso representa o cumprimento da política nacional de valorização do magistério.

Já entidades médicas, como a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), argumentam que a criação de uma remuneração mínima nacional ajudaria a definir parâmetros mais uniformes para contratação e remuneração.

Por outro lado, governos estaduais e municipais acompanham as discussões com cautela devido ao potencial aumento de despesas. Em algumas áreas, o governo federal avalia mecanismos de apoio financeiro para auxiliar estados e municípios no cumprimento de futuras obrigações salariais.

O caminho que as propostas precisam seguir para virar lei

Enquanto os servidores públicos federais do Executivo já contam com reajustes garantidos pela Lei nº 15.141/2025, os projetos que envolvem profissionais da saúde e da limpeza urbana ainda precisam percorrer etapas importantes no Congresso.

As propostas dependem da aprovação nas comissões temáticas e nos plenários da Câmara e do Senado antes de seguirem para sanção presidencial.