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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 18 de maio de 2026 às 09:00
Viajar para os Estados Unidos sem entrevista no consulado e sem enfrentar a burocracia do visto pode deixar de ser realidade para milhares de brasileiros com cidadania europeia. O acesso ao Electronic System for Travel Authorization, o ESTA, entrou na mira após novas exigências de segurança impostas pelo governo americano aos países que integram o programa de isenção. >
Washington passou a cobrar um nível mais profundo de compartilhamento de dados, incluindo informações biométricas, antecedentes criminais e registros ligados à segurança nacional. >
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A medida faz parte do endurecimento das regras do Visa Waiver Program, sistema que permite entrada nos Estados Unidos sem a necessidade do visto tradicional para cidadãos de dezenas de países.>
O prazo para adaptação vai até 31 de dezembro de 2026. Caso os acordos não avancem dentro desse período, países da União Europeia podem perder o acesso ao programa já em 2027.>
Entre os mais impactados estão Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e França, destinos que concentram uma forte comunidade de descendentes de brasileiros e costumam ser porta de entrada para viagens aos Estados Unidos.>
Hoje, brasileiros com passaporte europeu conseguem entrar nos Estados Unidos usando apenas a autorização eletrônica do ESTA, sem necessidade de entrevista presencial em consulado.>
Consultorias especializadas em cidadania afirmam que essa praticidade se transformou em um dos principais atrativos da dupla nacionalidade para viagens internacionais, especialmente para quem viaja com frequência.>
Sem acordo de compartilhamento de dados entre os países, porém, o viajante pode voltar a ser obrigado a solicitar o visto B1/B2, processo que envolve entrevista consular, análise de documentos e custos mais elevados. >
Atualmente, a taxa do ESTA gira em torno de US$ 40, após reajustes recentes. Já o visto americano B1/B2 tem custo de US$ 185, sem incluir despesas adicionais com deslocamento, agendamento e eventuais viagens até o consulado.>
O cenário acende um alerta entre brasileiros que utilizam o passaporte europeu como alternativa para reduzir a burocracia e agilizar a entrada nos Estados Unidos, especialmente em viagens de turismo e negócios.>
O movimento acompanha uma tendência global de fortalecimento dos sistemas de controle migratório e de maior integração no compartilhamento internacional de dados.>
Nos últimos meses, representações diplomáticas dos Estados Unidos vêm reforçando critérios de entrada e ampliando mecanismos de monitoramento de viajantes.>
Para especialistas em mobilidade internacional, a avaliação é de que as exigências devem se tornar ainda mais rigorosas nos próximos anos, especialmente nos programas de isenção de visto vinculados a políticas de segurança de fronteiras. >