Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Veja o que muda na sala de aula com as novas regras para IA do Conselho Nacional de Educação

Parecer estabelece metas de governança baseadas em modelos internacionais e define critérios de segurança para alunos e professores

  • Foto do(a) author(a) Juliana Rodrigues
  • Juliana Rodrigues

Publicado em 17 de maio de 2026 às 19:07

CNE aprova um parecer para o uso de Inteligência Artificial nas salas de aula
CNE aprova um parecer para o uso de Inteligência Artificial nas salas de aula Crédito: Foto: Ilustração/ IA/ Gemini

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer, nesta segunda-feira (11), com as diretrizes inéditas que regulamentam o uso da Inteligência Artificial nas escolas e universidades brasileiras.

O parecer estabelece um "semáforo de riscos" para garantir ética e governança, priorizando a soberania humana sobre os algoritmos. O texto agora segue para consulta pública e posterior homologação do MEC, consolidando um marco para a tecnologia no ensino.

Filtro contra perigos: as novas regras para a IA

Inspirada em modelos da União Europeia e da UNESCO, a grande inovação do parecer é a classificação das ferramentas de IA por níveis de perigo, estruturada em quatro categorias distintas.

No patamar de risco mínimo, o uso de recursos para revisão textual e organização de cronogramas é incentivado, visando à produtividade, enquanto o risco moderado engloba sistemas de tutoria inteligente que exigem transparência total no processamento de informações.

Nesse ponto, o parecer é categórico ao exigir a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), respondendo a uma das maiores preocupações de pais e responsáveis: a segurança e o destino dos dados de crianças e adolescentes no ambiente digital.

As ferramentas de risco alto, como softwares de "perfilização" individualizada do aluno, passarão por fiscalização rigorosa contra discriminações; por fim, o conselho classifica como inaceitáveis e proibidos os sistemas de pontuação social, vigilância emocional por biometria ou decisões automatizadas sem revisão humana.

Essa estrutura servirá de base para os próximos passos do colegiado. Segundo Celso Niskier, relator da Comissão de Estudos sobre a Utilização de IA do Conselho Pleno (CP) do CNE, o objetivo é consolidar esses subsídios em uma resolução com normas claras para as instituições.

“Queremos tratar especificamente da formação de professores, do uso de IA nas avaliações, para melhoria da aprendizagem e também sobre os limites éticos da aplicação dessas tecnologias dentro das salas de aula”, explicou o conselheiro, destacando que os seminários realizados são fundamentais para ouvir especialistas e refinar o texto final.

Tags:

Escolas Educação Inteligência Artificial