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Matheus Marques
Publicado em 16 de março de 2026 às 09:46
A corrida eleitoral de 2026 entra em uma fase crítica onde a realidade e o simulacro se confundem. O uso massivo de Inteligência Artificial para simular a presença de candidatos obrigou órgãos de fiscalização a criarem um protocolo de guerra contra a desinformação. Para o eleitor atento, a identificação desses materiais não depende apenas de softwares complexos, mas de uma observação minuciosa de padrões biométricos e comportamentais que a IA ainda não consegue replicar com perfeição. >
Veja alguns exemplos de imagens que foram adulteradas através de ferramentas de IA
De acordo com analistas de segurança digital, existem "ruídos" frequentes em produções sintéticas de 2026 que o cidadão pode identificar a olho nu e para não repetir a onda de fakes, que tomou conta das últimas eleições, anote as dicas.>
Sincronia fonética: o descompasso entre o som e o movimento dos lábios, especialmente em consoantes labiais, é o erro mais comum.>
Expressividade ocular: a falta de brilho natural nos olhos e a frequência robótica do piscar denunciam a manipulação.>
Inconsistência de luz: se a iluminação do rosto não condiz com o fundo do vídeo ou se as marcas de expressão desaparecem subitamente, o conteúdo é fabricado.>
Respiração e pausas: áudios sintéticos costumam ignorar a necessidade biológica de fôlego entre as sentenças.>
As regras para 2026 são severas. Propagandas que utilizem IA sem o aviso obrigatório de manipulação estão sujeitas a remoção imediata e multas pesadas. Mas e o eleitor comum? >
Juridicamente, o foco das sanções recai sobre quem cria e impulsiona financeiramente o conteúdo falso. Contudo, o compartilhamento em massa, mesmo que por "boa-fé", pode acarretar em bloqueio de contas e sanções se houver prova de intenção de injúria ou calúnia. Nas 48 horas antes da abertura das urnas, o silêncio digital sobre novas edições de IA é obrigatório para as campanhas.>
A justiça disponibiliza o aplicativo Pardal para que qualquer cidadão atue como fiscal. Em casos de denúncia, a responsabilidade das redes sociais é fazer remoção rápida; a demora pode gerar corresponsabilidade civil das plataformas, especialmente no período de silêncio eleitoral. >