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Nauan Sacramento
Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 12:00
Que o mundo mudou é óbvio. A cada dia surgem mais e mais inovações que deixariam a sociedade de dez anos atrás, ou até menos, de boca aberta. Mas com as novidades, nascem novos perigos e, com a Inteligência Artificial (IA) fazendo parte cada vez mais do nosso dia a dia, fica fácil cair em golpes. Dito isso, o que deve ser feito para não sofrer com as surpresas desse admirável mundo novo de Chats GPT, Geminis, Grocks e outros? >
A segurança na era da Inteligência Artificial exige que as empresas adotem uma postura de "mínimo dado possível", segundo explica o perito em cibersegurança Bruno Q. Bittar. Para ele, o processo deve começar pela anonimização rigorosa, que consiste em remover ou transformar qualquer informação que possa identificar uma pessoa, como nome, CPF ou endereço. Para o especialista, quanto menos a IA souber sobre você, melhor.>
Inteligência artificial
Mas com o passar dos dias é impossível que o nosso “amiguinho” artificial não nos conheça mesmo que minimamente. Se você perguntar sobre comidas, ele vai saber seu gosto culinário, se pedir para que revise um texto, ele vai saber qual tipo de linguagem você prefere e assim por diante. De acordo com Bruno, existem estratégias para driblar esse armazenamento de informações sobre o usuário: >
“Testes de segurança contínuos, simulando tentativas de extração de dados, políticas rígidas de retenção de dados. Além disso, sistemas sérios não utilizam conversas individuais para treinar modelos sem critérios de proteção”, afirma.>
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é outra marco na sua proteção contra a nuvem de dados. É a legislação que protege e garante aos cidadãos controle sobre suas informações, enquanto define regras sobre como empresas e órgãos públicos devem coletar esse conteúdo. Caso o cidadão se depare com um cenário onde sente sua privacidade violada pelos agentes virtuais, o usuário pode: solicitar acesso aos dados, corrigir informações incorretas, pedir exclusão de dados pessoais e revogar consentimento.>
Do outro lado da moeda, as empresas, donas dessas IA’s também podem atuar para preservar a privacidade do usuário. Desde a exclusão do dado nas bases futuras, bloqueio de uso daquele registro, o re-treinamento ou ajustes técnicos quando aplicável e até a remoção de influência de dados específicos. Em caso de necessidade, o pedido precisa ser solicitado diretamente à empresa controladora dos dados.>
Ainda assim, o receio existe e, no Brasil, com as constantes ameaças de roubos nos já conhecidos golpes virtuais, é necessário saber o que fazer caso se torne uma vítima. Confira algumas dicas:>
E lembrando: as empresas têm responsabilidade a partir do momento em que são as detentoras legais dessas plataformas. Dentre as ações que podem ser tomadas, está o investimento na segurança cibernética e a transparência sobre o uso de IA. “A tecnologia evolui rápido, mas a responsabilidade legal continua sendo humana e corporativa”, completa o especialista.>