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Larissa Almeida
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 20:54
Um ano decisivo para a Bahia e propício à construção de um novo futuro. É assim que ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador do estado pelo União Brasil, enxerga 2026. Essa expectativa esteve entre os motivos que o levaram à Lavagem do Senhor do Bonfim, nesta quinta-feira (15), para renovar pedidos e defender um novo caminho para o povo baiano.>
ACM Neto participou do evento religioso ao lado do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência da República, e de diversas outras lideranças políticas do estado. Ao longo do percurso, foi amplamente aclamado e disputado pelo público, que buscava registrar fotos ou trocar abraços calorosos com o político que governou a capital baiana por oito anos.>
Ao destacar a relação pessoal com a celebração, ACM Neto afirmou que a participação no Bonfim está ligada à fé e ao compromisso com o estado. “Pela minha fé, pelo meu amor à Bahia e pela energia que tenho de continuar sempre trabalhando para transformar o nosso estado, acompanho há mais de 30 anos esta festa maravilhosa. Estou aqui neste dia especial para agradecer ao Nosso Senhor do Bonfim e pedir sua proteção para todos os baianos, para todos os brasileiros”, afirmou. >
Para ele, a Lavagem do Bonfim é um dos dias mais especiais do ano e, especialmente neste, foi uma oportunidade para pedir forças para encarar os desafios políticos no cenário baiano. “É o dia da paz, um dia de energia, de sentir a força do nosso povo, da nossa fé, de ver o Senhor do Bonfim abraçando a nossa terra. Espero que ele traga toda a força que nós precisamos para 2026 e a nossa fé na mudança”, ressaltou. >
Ao falar sobre a candidatura ao governo, o ex-prefeito de Salvador disse que a chapa da oposição deverá ser apresentada em março. >
“Não tem nenhum motivo para ser antes, estamos dialogando com os partidos e lideranças políticas. Não somos como o PT, que não consegue separar mais o que é público do que é partidário e quer impor uma chapa com todos os candidatos da legenda. Se isso acontecer, os três serão derrotados, porque o sentimento dos baianos é de mudança, ninguém aguenta mais as mesmas promessas, as mesmas conversas, as mesmas desculpas”, disse, ao se referir a possível chapa formada pelo governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, todos do PT.>
Uma das mudanças que ACM Neto afirmou querer é na Presidência do país. Ao lado de Ronaldo Caiado, ele reforçou apoio ao correligionário. “Eu não poderia estar em outro caminho ou ter outra posição que não fosse ao lado dele. Sempre disse isso e deixei muito claro. A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador, em abril do ano passado. Estou com ele e vamos seguir juntos”, pontuou. >
O ex-prefeito de Salvador também declarou apoio a uma eventual pré-candidatura de João Roma (PL) ao Senado. >
Figura constante na Lavagem do Bonfim, Ronaldo Caiado conversou com a imprensa e definiu a Presidência como um objetivo para 2026. Ele voltou a defender múltiplas candidaturas no campo da oposição. >
“Eu sempre defendi a tese de termos vários candidatos para nós chegarmos ao segundo turno com um candidato e aglutinar todos nós. O que o Lula quer é um candidato só da oposição para ele bombardear. Estou trabalhando pelo União Brasil, mas é claro que quero ser candidato”, declarou. >
Para Caiado, o desejo maior neste ano é a retirada do PT do poder. “Peço que o Senhor do Bonfim volte os olhos para o Brasil em 2026 com uma atenção especial: que dê a nós a condição de libertarmos o Brasil do PT. Nesse momento, nós vamos poder governar e mostrar que o que nós fizemos nos nossos estados, nós poderemos fazer pelo Brasil. Ou seja, dar ao Brasil aquilo que ele merece, uma gestão de qualidade, com competência, segurança, educação e qualidade de vida”, detalhou. >
Ao ser questionado sobre como enfrentaria o problema da segurança pública, uma das questões mais complexas no Brasil pela expansão do crime organizado, Caiado reforçou a vontade de aplicar o modelo que adotou em Goiás. “É deixar a polícia trabalhar”, frisou.>