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Maiara Baloni
Publicado em 15 de maio de 2026 às 12:35
A euforia por receber a Copa do Mundo Feminina de 2027 deu lugar a um ultimato nos bastidores. A Fifa notificou formalmente a Arena BSB, gestora do Mané Garrincha, alertando que o estádio pode ser retirado da lista de sedes do torneio. O motivo é o descumprimento de exigências técnicas e a falta de garantias sobre o uso exclusivo de áreas estratégicas da arena. >
O futuro do Mané Garrincha: imagens da arena brasileira que virou centro de impasse com a Fifa
De acordo com apuração do portal Metrópoles, o documento é assinado por Jill Ellis, diretora-executiva de futebol da Fifa, e estabelece um prazo curto para uma solução: nese 15 de maio. A entidade afirma que "várias questões permanecem sem solução", o que abre brecha para a rescisão do contrato e a exclusão definitiva da capital federal do mapa do Mundial.>
O descontentamento da organização internacional gira em torno de pendências contratuais que impedem o controle total do estádio durante o evento. A Fifa cobra compromissos formais sobre a disponibilidade incondicional de espaços como escritórios e áreas de hospitalidade, além de maior rigor no controle de marcas de terceiros e na manutenção do gramado. >
Para a entidade, essas falhas não são apenas detalhes técnicos, mas violações contratuais que comprometem a operação global da Copa. Sem uma resposta satisfatória e garantias de que esses problemas serão sanados no prazo estipulado, a Fifa sinaliza que não hesitará em buscar uma sede alternativa.>
O cenário de incerteza fica ainda mais complexo com as recentes mudanças administrativas. Além das cobranças da Fifa, a arena vive um momento de transição: o banco BRB deixará de dar nome ao estádio (o chamado naming rights), e a gestão volta a ser operada integralmente pela Arena BSB. Esse acúmulo de questões financeiras e burocráticas levanta dúvidas sobre a capacidade de investimento imediato para atender às exigências. >
Em nota, a administradora defendeu que o estádio atende aos padrões internacionais. No entanto, o grande nó do conflito é o pedido da Fifa para a desmontagem de mais de 125 camarotes. A Arena BSB contesta a exigência, alegando que a medida afetaria drasticamente a viabilidade comercial do negócio.>
O impasse corre contra o relógio e o desfecho definirá se o Brasil perderá uma de suas principais sedes antes da bola rolar.>