Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Maiara Baloni
Publicado em 22 de maio de 2026 às 15:00
Quem tem um pedido parado no INSS há mais de 45 dias sabe bem o peso que a espera tem no orçamento de casa. Pensando nisso, o Ministério da Previdência Social resolveu colocar uma data limite para o órgão dar uma resposta definitiva a esses segurados, outubro de 2026. A meta é atacar diretamente a chamada fila efetiva, que reúne justamente os processos que já estouraram o prazo legalizado, deixando de lado o fluxo normal de novos papéis que entram todo mês no sistema. O plano do governo federal é destravar o acesso a rendas previdenciárias e assistenciais que ajudam no sustento de milhares de famílias. >
FILA NACIONAL DO INSS
Para tentar fazer o sistema andar mais rápido, Brasília adotou uma estratégia de unificar tudo em uma fila nacional única, por meio da Portaria Presidencial número 1.919. A lógica é simples, servidores de estados onde o trabalho está mais adiantado, como os da região Sul, começam a analisar os processos de locais historicamente mais congestionados. Esse remanejamento ajuda a desafogar os pedidos vindos das periferias das grandes metrópoles do Sudeste e de municípios da região Norte, que sofrem ainda mais com a falta de agências físicas para atendimento.>
Os números mais recentes mostram que o estoque de solicitações retidas começou a diminuir, caindo de 3,1 milhões de processos em fevereiro para perto de 2,6 milhões no fechamento de abril de 2026. Essa redução de 16% ajudou a derrubar o tempo médio de espera de 81 para 66 dias, embora o prazo continue além do que a legislação determina. O grande gargalo se concentra no Benefício de Prestação Continuada, o BPC, voltado para idosos e pessoas com deficiência de famílias vulneráveis, que acumula 420 mil casos na espera. Logo atrás aparecem as aposentadorias por tempo de contribuição, com 400 mil pedidos, e o salário-maternidade, com 108 mil processos parados. >
De acordo com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a saída desenhada para vencer esse passivo envolve um mutirão de perícias médicas e a checagem detalhada de documentos. O plano, batizado de Acelera INSS, aposta em bônus financeiros por produtividade para os analistas e no uso de teleperícias para dar agilidade aos exames. A meta é alcançar a capacidade de 1,5 milhão de avaliações mensais. Como o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos pedidos a cada trinta dias, essa sobra operacional de 200 mil análises será usada exclusivamente para limpar o estoque antigo.>
O cidadão não precisa sair de casa nem enfrentar filas nas agências para saber como anda o seu pedido. A verificação é totalmente digital e pode ser feita na plataforma Meu INSS, acessível pelo site ou pelo aplicativo de celular, usando a senha cadastrada na conta Gov.br. Ao entrar na aba de consulta de pedidos, dá para acompanhar se o requerimento já foi direcionado para os analistas da fila unificada. >
A principal recomendação para evitar que o processo fique travado é acompanhar a área de notificações com frequência. Se o sistema apontar que falta algum documento ou pedir alguma correção, enviar as informações o quanto antes garante que o pedido continue correndo na esteira automatizada da análise nacional, evitando novos atrasos na liberação do dinheiro.>