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Otto se opõe a chapa com Jerônimo, Wagner e Rui Costa e avisa: 'Chapa carniça dá problema'

Declaração do senador do PSD ao jornal Estado de S. Paulo causa polêmica no meio político baiano

  • Foto do(a) author(a) Rodrigo Daniel Silva
  • Rodrigo Daniel Silva

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 15:18

Saulo Cruz/Agência Senado
Senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD) concedeu entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que provocou repercussão no meio político baiano. Na conversa, Otto afirmou que uma “chapa carniça” pode dar “problema”, ao comentar a possibilidade de uma composição formada pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner, todos do PT.

Inicialmente, o Estadão publicou que Otto chamou diretamente a chapa formada pelo trio petista de “carniça”, no título: “Senador chama chapa puro-sangue do PT na Bahia de ‘carniça’ e Lula vai mediar crise com PSD”. Após reclamação da assessoria de comunicação do senador, o título foi alterado para: “PSD critica chapa puro-sangue do PT na Bahia e Lula vai mediar crise”.

Depois da atualização, a reportagem passou a trazer o seguinte trecho: “O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, disse que o partido permanecerá em aliança com o PT. Mesmo assim, afirmou que chapa puro-sangue tende a resultar em derrota, como ocorreu quando Wagner foi eleito governador da Bahia, em 2006, tirando do páreo o candidato de ACM Neto. ‘Chapa carniça pode dar problema’, avisou”.

Na prática, Otto fez um jogo de palavras. Ele não chamou diretamente de “carniça” a eventual chapa formada por Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, mas disse que uma composição exclusivamente petista - a chamada chapa puro-sangue - é politicamente ruim (nas palavras dele, uma carniça) e pode levar à derrota do grupo político. 

Ainda ao Estadão, Otto Alencar afirmou ainda que o PSD não aceita nem a vaga de vice na chapa de Jerônimo Rodrigues nem a hipótese de o senador Angelo Coronel (PSD) ser suplente de Jaques Wagner. “Isso fere o amor próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, disse Otto, que foi vice-governador da Bahia durante o governo de Wagner. 

Já em entrevista ao site da revista Veja, o senador declarou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará diretamente da decisão sobre a composição ideal para a disputa pelo governo da Bahia.

“Esse tema ainda vai render bastante. É cedo para falar em chapa fechada. A decisão deve passar pelo terceiro andar do Palácio do Planalto”, afirmou Otto, em referência ao local onde Lula despacha.

Nota da assessoria do senador Otto Alencar sobre a reportagem do Estadão

O senador Otto Alencar repudia veementemente a matéria publicada nesta sexta-feira (16) pelo jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Daniel Weterman.

Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos ou aliados, tampouco a expressão que lhe foi atribuída.

Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado.

O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político, respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações.