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O segredo de Minas que define presidente e antecipa o resultado nacional

Com 16 milhões de eleitores, histórico eleitoral mostra que desempenho acompanha o vencedor nacional e revela como campanhas ajustam discurso para conquistar o eleitor decisivo

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 17 de março de 2026 às 19:52

Mariana, em Minas Gerais
Teoria de Minas Gerais segue invicta desde a redemocratização. Foto: Mariana, em Minas Gerais Crédito: Reprodução/Bahia WS

Existe um ditado nos bastidores de Brasília que diz: "Quem não conquista Minas, não conquista o Brasil". Para o eleitor baiano, que entende o peso do regionalismo, Minas Gerais funciona como uma ponte: é o Sudeste que "conversa" diretamente com o Nordeste. A ideia de Minas como um estado que sintetiza o comportamento do eleitor brasileiro explica por que os olhos do país se voltam para as montanhas mineiras a cada quatro anos.

Grão Mogol fica na Cordilheira do Espinhaço por Prefeitura de Grão Mogol/Divulgação

O termômetro do país

A explicação para essa centralidade é social. O Norte de Minas respira a mesma realidade do sertão baiano, enquanto a capital Belo Horizonte reflete as dores dos grandes centros urbanos. Por essa diversidade, Minas Gerais se consolidou como o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 10% do total.

A força de Minas como espelho nacional reside na sua transição identitária, funcionando como um "amortecedor" entre o Sudeste e o Nordeste. Para o eleitorado baiano, é fácil identificar no Norte mineiro e no Vale do Jequitinhonha traços culturais e demandas sociais semelhantes às do sertão e do recôncavo, onde o Estado é visto como o principal motor de desenvolvimento. No entanto, o mesmo governador ou presidente precisa dialogar com a região de Juiz de Fora, que orbita a economia do Rio de Janeiro, e com as montanhas do centro, marcadas pela mineração.

Essa convivência de contrastes leva os presidenciáveis a ampliarem seus discursos para além do regionalismo e adotarem uma narrativa de unificação, pois vencer em Minas exige dialogar, simultaneamente, com diferentes perfis de eleitorado, do mais conservador ao que demanda transformação.

Histórico Imbatível

A última vez que um presidente foi eleito sem vencer em Minas ocorreu ainda no período anterior ao atual sistema eleitoral, em 1950, com Getúlio Vargas. Desde a redemocratização, o estado tem acompanhado o resultado nacional e funcionado como um termômetro decisivo das eleições presidenciais. Nas eleições de 2022, a disputa voto a voto em solo mineiro antecipou com grande proximidade o resultado que sairia das urnas em todo o país.

Tags:

Brasil Minas Gerais Eleições Politica