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Elaine Sanoli
Maysa Polcri
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 20:39
Uma área de cerca de 6 mil m² será desapropriada no Campo Grande para a execução das obras do Tramo 4 da Linha 1 do metrô de Salvador. No total, o espaço a ser desocupado equivale a pouco menos de um campo de futebol, que por padrão tem cerca de 7.140 m². A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 18 de dezembro.>
Na edição, foram divulgados três decretos que tratam da desapropriação da área. O primeiro, Decreto nº 24.218, determina a desapropriação de uma área de 1.284,84 m², situada no Largo do Campo Grande. Outro trecho do Largo, com 2.959,20 m², é alvo do Decreto nº 24.219, que autoriza a desocupação do espaço. Já o Decreto nº 24.220 estabelece a liberação de uma área de 1.803,0175 m², com as acessões e benfeitorias nela existentes, localizada na Avenida Santa Rita, na ligação entre o Vale do Canela e o Campo Grande, para a implantação do novo trecho do metrô.>
Metrô Bahia
Os projetos serão executados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) em parceria com a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB). Segundo os decretos, a CTB está autorizada a “promover atos administrativos e judiciais, se necessário, em caráter de urgência”, com o objetivo de viabilizar a desapropriação das áreas necessárias à construção da nova estação.>
O novo trecho do metrô da capital, que ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande, foi autorizado pelo governo estadual em junho de 2025. O investimento previsto é de cerca de R$ 2 bilhões, e a expansão contará com um percurso de 1,2 km em via subterrânea.>
A nova estação integrará o Tramo 4 da Linha 1 do sistema, que atualmente liga a Lapa a Águas Claras. De acordo com a Sedur, já foram realizados levantamento topográfico, georreferenciamento e identificação de pontos de sondagem, etapas necessárias para viabilizar a implantação do novo trecho.>
Metrô chega ao Campo Grande com desapropriações de moradores
A expectativa é que a nova estação atenda cerca de 11,5 mil usuários por dia. A obra será viabilizada pelo Ministério das Cidades, por meio do PAC Seleções, em conjunto com a Sedur.>