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Atletas de projeto da SSP ganham 20 medalhas de karatê no Rio de Janeiro

Quinze atletas conquistaram 20 medalhas no 19º Campeonato Brasileiro de Karatê Semicontato. A comemoração teve desfile aberto em carro do Corpo de Bombeiros pelo Rio Sena

  • Foto do(a) author(a) Giulia Marquezini
  • Giulia Marquezini

Publicado em 11 de setembro de 2015 às 06:32

 - Atualizado há 3 anos

Não passava das 15h de ontem, quando as 160 crianças que integram o projeto Karatê do Saber, desenvolvido pela Base Comunitária de Segurança (BCS) de Rio Sena, no Subúrbio Ferroviário, esperavam ansiosos pelo desfile aberto em carro do Corpo de Bombeiros pelas ruas do bairro. O motivo da comemoração:  as medalhas conquistadas em uma competição  no Rio de Janeiro. Quinze atletas, além de uma aluna do Colégio da Polícia Militar do Lobato, conquistaram 20 medalhas no 19º Campeonato Brasileiro de Karatê Semicontato - sete pódios na modalidade Kata e 13 na Kumite - no final de semana passado.   “Eu nunca desfilei, mas acho que deve ser mais difícil que o caratê”, brincou a pequena Leornarda Alves, 12. Ela treina desde os 4 anos e estuda no Colégio da PM, mas frequenta o projeto no Rio Sena onde já fez muitos amigos.  

[[galeria]]Na escola, ela teve a opção de fazer balé e foi incentivada pela mãe, mas se dedicou ao caratê: sucesso absoluto. A pequena já é tetracampeã brasileira, tricampeã baiana,  campeã pan-americana de artes marciais e medalha de ouro no  6º Campeonato Mundial de Artes Marciais, realizado em Buenos Aires, em 2014. “De início, tomamos um susto, mas ela foi conquistando o espaço dela. O único problema é que, por não ser esporte olímpico, o caratê não é muito valorizado, mas eu e o pai dela ajudamos muito neste sonho”, afirma Daniela Bispo, a mãe. O projeto gratuito teve início em 2012 e, para o comandante da 18ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Periperi), major Eurico Filho, o esporte além de aproximar a PM da comunidade tem contribuído para dar esperança de um futuro melhor  às crianças. Para participar das aulas, é necessário que o aluno esteja na escola, frequentando as aulas e tirando boas notas. “O esporte e a aproximação com os moradores contribuiram para a redução da violência na área”, acrescentou o major. As aulas acontecem duas vezes na semana, no espaço Gêneses. As crianças e adolescentes, de 7 a 17 anos, são divididas em turmas e treinadas por dois instrutores, tenentes da PM. “Eu fui faixa preta em caratê em 1999 e, desde então, pensei em dar aulas gratuitas. Tive a ideia de fazer o projeto aqui na comunidade e começamos com 80 alunos, todos iniciantes”, lembrou o instrutor e tenente Roberto Costa. O parceiro no projeto é o soldado Modesto, que elogia o empenho e desempenho dos pupilos. “Já temos três alunos campeões baianos, três campeões brasileiros e uma campeã pan-americana”, destacou. E esses resultados têm reflexo direto no comportamento da turma. Alguns com histórico de serem baderneiros mudaram a conduta, após as aulas. É o caso de Jadson Ramos Barbosa, 13. Treinando há dois anos e cinco meses e já na faixa verde (2º estágio), ele deixou de ser um garoto-problema. “O caratê mudou minha vida. Eu vi o pessoal treinando e quis aprender pra saber bater melhor. Mas depois comecei a gostar e hoje estou mais calmo”, brincou. A mãe comemora a transformação. “Tenho cinco filhos, e dois deles participam do projeto. Quando eu voltava do trabalho, já descia do ônibus ouvindo reclamações dele. Hoje fico despreocupada”, lembrou Célia Ramos, mãe de Jadson.