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Como mais de 600 obras de arte voltaram dos EUA para Salvador

Coleção com 666 peças de artistas afro-brasileiros ficou 30 anos no exterior

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 12:13

Fachada do Muncab
Fachada do Muncab Crédito: Cristian Carvalho / Divulgação

A maior repatriação de obras de arte já realizada no Brasil trouxe de volta a Salvador um conjunto de 666 obras de artistas afro-brasileiros, que estavam há cerca de 30 anos nos Estados Unidos. As peças passam a integrar o acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no Centro Histórico da capital baiana.

A coleção fazia parte de um acervo privado organizado pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte. Diferente de outros processos de repatriação, as obras saíram legalmente do Brasil, e o retorno ocorreu por decisão consciente das colecionadoras, que optaram por devolver o conjunto ao país de origem.

Segundo a diretora artística do Muncab, Jamile Coelho, o processo tem forte peso simbólico e histórico.

Obras repatriadas por Divulgação/Receita Federal

“Repatriar vem do latim e significa voltar ao lugar de pertencimento. Essa é a maior repatriação de obras de arte da história do Brasil, com um valor simbólico muito forte. Diferente de outros casos, essa coleção saiu de forma legal e retorna por uma decisão consciente das colecionadoras”, afirmou.

As obras chegaram a Salvador no dia 12 de janeiro, após um processo logístico internacional considerado complexo. A operação envolveu embalagem especializada, adequação às normas de conservação museológica, trâmites alfandegários e transporte técnico, com acompanhamento da Alfândega da Receita Federal em Salvador, que deu suporte para garantir segurança e agilidade no desembaraço das peças.

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a repatriação exige articulação entre diferentes órgãos do governo.

“O retorno de bens culturais aos seus países de origem é um processo complexo, que envolve aspectos legais, técnicos, logísticos e diplomáticos. Por isso, a articulação com o Ministério das Relações Exteriores e com o Ministério da Fazenda é fundamental”, destacou Margareth, que destacou o fato da coleção ter um valor imensurável.

Além do impacto logístico, a repatriação é vista como um marco para a valorização da produção artística negra no país.

“Estamos falando de uma repatriação histórica, que dá visibilidade e salvaguarda a memória e o legado de artistas afro-brasileiros, muitas vezes esquecidos pela arte hegemônica”, afirmou a ministra.

Como mais de 600 obras de arte voltaram dos EUA para Salvador Com a chegada do acervo, o Muncab amplia de forma significativa sua coleção e reforça sua missão institucional de narrar a história da cultura brasileira a partir da perspectiva da população negra.

Tags:

Muncab