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Criador da zumba dá aula gratuita e agita o Pelourinho

Colombiano Beto Perez ensinou o gingado que mistura ritmos latinos

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 10 de fevereiro de 2018 às 16:06

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Almiro Lopes/CORREIO

“Isso aqui é melhor do que qualquer academia. A gente queima calorias num clima de Carnaval”, disse a psicóloga Ana Maria Costa, 34 anos, enquanto remexia o quadril em sincronia com a multidão na Praça Tereza Batista, no Pelourinho, na manhã deste sábado (10). Ela e outras 100 pessoas praticavam um exercício aeróbico com ritmos de dança latina, como a salsa, merengue, mambo, reggaeton, e brasilidades como o samba, axé e funk. O que é isso? Zumba.

O exercício foi comandado pelo criador da zumba, o coreógrafo colombiano Beto Perez, que pela primeira vez deu uma aula gratuita em Salvador – outras capitais famosas já o receberam nesse formato, como Moscou, Roma e Buenos Aires. “É uma alegria imensa estar aqui. O nosso objetivo principal é aproximar a zumba das pessoas”, disse Perez, autor das coreografias Largadinho e Carnaval, ambos hits de Claudia Leitte – o último com a participação do rapper Pitbull.

Alunos e profissionais de outros estados vieram a Salvador exclusivamente para a ocasião. “Não tem como amar isso aqui. Faço zumba há mais de dois anos. Me encontrei. Nunca gostei de academia e perdi peso com a zumba”, disse a pedagoga Marina Lisboa, 37, que mora em São Paulo. Beto Perez dá aula (Foto: Almiro Lopes/CORREIO) “É uma coreografia que todo mundo sabe fazer. Por isso que é parecido com o Carnaval de Salvador”, disse a nutricionista do Maranhão Ana Paula Farias, 40, enquanto dançava.

Um grupo de alunas de uma academia esbanjava simpatia. Além da paixão pela zumba, outro sentimento faz a ligação entre elas: a amizade. “É o momento que temos para socializar. Todo mundo aqui é amigo, independente de classe social, cor e religião. Nos amamos. Onde tem zumba, estamos lá”, declarou a servidora pública federal Maria Cláudia Guerreiro, 46.

Mas engana-se quem acha que a zumba está restrita ao público feminino. “A responsabilidade de condução sempre foi masculina, desde os primórdios da dança. O que acontece atualmente é a quebra de tabu. Essa coisa de que homem não desce, não remexe, é coisa do passado”, disse Ricardo Feitosa, 28, que participou da aula do colombiano Beto Perez.

Quem estava de fora entrou no embalo. Foi o caso do casal de aposentados Maria do Rosário e Carlos Fonseca Brandão, ambos de 64 anos. “A gente passava em frente e aí tivemos a curiosidade de entrar e estamos aqui, arriscando nos passos”, disse Maria do Rosário. “Devagarzinho vamos chegar lá”, complementou Carlos.