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Da Redação
Publicado em 1 de maio de 2023 às 13:19
- Atualizado há 3 anos
A professora Samantha Barbosa voltou a falar sobre a sua expulsão de um voo da Gol entre Salvador e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em entrevista ao Bahia Meio Dia, a baiana revelou seu sentimento na hora que foi retirada pela Polícia Federal.>
"Eu não estava calma. Estava assustada com tudo que estava acontecendo. Talvez por ser uma professora, isso tenha me ajudado e me expressar bem naquele momento. O que eu queria ali é que as pessoas que estavam comigo no avião soubessem o que estava acontecendo", disse.>
Passado o susto, a professora começou a refletir sobre o ocorrido. "O que passa pela minha cabeça é por que certas coisas aconteceram comigo. Por que com outras pessoas do voo aconteceu diferente? Porque meu corpo foi visto como ameaça a ponto de ser expulso do avião?", indagou.>
Perguntada pela apresentadora Jéssica Senra se houve racismo, Samantha preferiu evitar acusações. "Quem vai dizer é a Justiça. Minha reflexão é: será se essa situação teria ocorrido com uma pessoa diferente de mim. Todos nós sabemos que existe um racismo estrutural no Brasil", afirmou.>
Em nota enviada ao CORREIO, a Gol informou que, "durante o embarque do voo G3 1575 (Salvador - Congonhas), havia uma grande quantidade de bagagens para serem acomodadas a bordo e muitos clientes colaboraram despachando volumes gratuitamente. Mesmo com todas as alternativas apresentadas pela tripulação, uma cliente não aceitou a colocação da sua bagagem nos locais corretos e seguros destinados às malas e, por medida de segurança operacional, não pôde seguir no voo".>
No texto, a empresa aérea lamenta os transtornos causados ao clientes e diz que "as acomodações das bagagens devem seguir as regras e procedimentos estabelecidos, sem exceções". A Companhia informou ainda que segue apurando "cuidadosamente os detalhes" do caso.>