Leo Kret rouba cena durante a posse dos vereadores da capital baiana

Quase 50% dos edis passarão a ocupar o plenário pela primeira vez

Publicado em 2 de janeiro de 2009 às 13:32

- Atualizado há 9 meses

De terno risca de giz cor-de-rosa, jóias presenteadas por uma amiga e sapatos scarpin em tom chumbo, Alecsandro de Souza Santos, Leo Kret do Brasil, tomou posse como vereadora , como faz questão de ser chamada, nesta quinta-feira, na Câmara de Vereadores de Salvador. “Eu sou vereadora e quero ser tratada dessa forma”, destaca. “Eu sou vereadora e quero ser tratada dessa forma”, diz Leo KretE como vereadora ela afirmou que vai usar o banheiro feminino, como prometido após a eleição. “Hoje mesmo fui retocar a maquiagem lá”, destacou. O uso do apelido também será uma reivindicação da dançarina. Durante toda a cerimônia,  Leo Kret foi o centro das atenções. Tirou fotos com eleitores, distribuiu beijos e simpatia. A parlamentar afirma que pretende lutar na Câmara pelas causas da população pobre e direitos dos homossexuais. “Vou propor a criminalização da homofobia”, afirmou. Os outros projetos ela diz que prefere não revelar. “As outras propostas serão surpresa, amiga”, disse.

RenovaçãoOs 41 vereadores de Salvador tomaram posse na Câmara Municipal. Quase 50% deles passarão a ocupar o plenário pela primeira vez. Entre os reeleitos está o peemedebista Alfredo Mangueira, candidato único da base de sustentação do governo municipal. Entre os estreantes está Henrique Carballal (PT). Professor de história, o petista descarta a possibilidade de defender apenas a plataforma da educação, setor ao qual está vinculado. Ele reforçou que seu partido ficará na oposição à gestão de João Henrique porque foi uma opção do“ povo de Salvador”. O PT e o PMDB possuem o maior número de vereadores na Casa, cada um com seis. Mas a coligação que apoiou João Henrique no segundo turno é formada por 28 vereadores, enquanto a bancada com os partidos que apoiaram a candidatura de Walter Pinheiro (PT) possui dez.A disputa pela presidência da Câmara já foi descartada pela bancada de oposição, formada pelo PCdoB, PT e PSB. Mas uma vaga na Mesa Diretora está sendo pleiteada. “Vamos lutar para quebrar uma mesa com predominância do DEM e PMDB”, explicou Olívia Santana (PCdoB). Entre os nomes mais cotados para ocupar a vaga está o de Vânia Galvão. O Democratas, que será da base de apoio do peemedebista, negocia a primeira- vice-presidência da Mesa. O deputado federal ACM Neto (DEM), presente ao evento, ressaltou que o partido deverá ter “liberdade” nas ações com o prefeito. “Vai existir uma parceria efetiva e o DEM será da base do governo na Câmara”, ressaltou. A liderança do governo continuará sendo exercida pelo vereador Sandoval Guimarães ( PMDB), que desistiu de tentar disputar a presidência da Casa. “Sou um homem de partido e eles escolheram Mangueira como candidato”, afirmou. A bancada de oposição ainda não definiu quem será a liderança, que estava sendo exercida por Olívia Santana. Segundo Aladilce Souza (PCdoB), é provável que fique na mão de um vereador mais “antigo”. “Os vereadores novos estão chegando agora e ainda não têm muita experiência na Casa”, explicou. O PSDB, que conta com dois vereadores, poderá formar uma bancada independente. Na Mesa Diretora, o tucano Paulo Câmara deverá ocupar a corregedoria da Casa.