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Carol Neves
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 10:24
A temporada de cruzeiros reforça Salvador como um dos principais destinos portuários do país, mas por trás do fluxo intenso de turistas existe uma operação complexa e organizada nos mínimos detalhes para garantir agilidade e segurança. >
Segundo a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA), cerca de 200 mil cruzeiristas devem passar pela capital baiana ao longo da temporada 2025/2026, que segue até abril deste ano. O volume expressivo exige uma estrutura logística eficiente em terra, capaz de organizar embarques, desembarques e toda a movimentação no terminal portuário.>
Na cidade, essa engrenagem é conduzida pela Luck Receptivo, única empresa de turismo receptivo responsável pela operação completa do check-in, check-out, desembarque e logística portuária dos cruzeiros em Salvador. Na atual temporada, a empresa atua como operadora logística e operacional em terra, coordenando toda a jornada do passageiro desde a chegada ao porto até a saída do destino.>
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O trabalho envolve a organização do desembarque, controle de filas, gestão de bagagens, ordenamento dos fluxos no terminal e a integração direta entre navio, porto e autoridades. “Realizamos um trabalho que não aparece para o turista, mas que é fundamental para que toda a experiência funcione. Nosso papel é garantir fluidez, organização e segurança em cada etapa da operação”, afirma Maria Cláudia, gerente geral da Luck Salvador.>
Ao longo da temporada, o atendimento operacional alcança milhares de passageiros por escala — podendo ultrapassar mil cruzeiristas em um único dia, considerando embarque e desembarque. Ao todo, 29 navios contam com o serviço prestado pela empresa durante o período em Salvador.>
Segundo a executiva, a eficiência é um dos pilares da operação. “O tempo médio de atendimento por passageiro é de poucos minutos, resultado de processos previamente mapeados, equipes treinadas e integração com todos os agentes envolvidos na operação portuária. Essa agilidade reduz filas, evita congestionamentos no terminal e garante uma chegada e saída mais confortável e organizada. Isso impacta diretamente a percepção do passageiro sobre Salvador como destino turístico”, destaca.>
Integração com autoridades e controle aduaneiro>
Além da coordenação logística, o trabalho acontece em alinhamento direto com autoridades portuárias e órgãos de fiscalização, respeitando normas de segurança, protocolos e regras da operação aduaneira.>
O planejamento é feito previamente a cada escala, com acompanhamento em tempo real nos dias de operação e ajustes rápidos sempre que necessário. “O bom relacionamento com as autoridades e equipes locais é essencial para garantir a fluidez dos processos e a segurança da operação como um todo”, reforça.>
Impacto na economia e geração de empregos>
Nos dias de maior movimentação, a operação mobiliza dezenas de profissionais locais, entre equipes operacionais, coordenação, supervisão e apoio logístico - número que varia conforme o volume de passageiros de cada escala.>
A estrutura gera impacto direto na economia da cidade, com criação de postos de trabalho temporários e recorrentes, contratação de serviços e fortalecimento da cadeia turística. Além disso, contribui para consolidar Salvador como um destino preparado para receber grandes operações portuárias e reforça a importância do setor para o desenvolvimento econômico local.>