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Wendel de Novais
Publicado em 25 de março de 2026 às 13:20
A prisão de Itamar Macedo da Silva, na região do Iguatemi, em Salvador, expôs detalhes de um esquema sofisticado de tráfico internacional de drogas que usava uma empresa de mergulho como fachada para ocultar cocaína em embarcações. De acordo com informações de policiais, a empresa Oceantec Marítima Ltda., da qual o suspeito é sócio, era utilizada como base para armazenar entorpecentes e dar suporte logístico ao envio da droga para o exterior. >
Itamar e seus comparsas foram investigados no âmbito da “Operação Arpão”, que identificou a atuação de uma organização criminosa estruturada voltada para o tráfico. As investigações apontam que, além de funcionar como depósito — onde foram apreendidos 816,35 quilos de cocaína —, o negócio também operava diretamente na ocultação da droga em navios. >
“A empresa seria especializada em lavagem de cascos de navio e, durante essa atividade, valendo-se de sua expertise, ocultava vultosa quantidade de droga em compartimentos subaquáticos da embarcação”, destaca decisão judicial que negou o relaxamento de prisão preventiva contra Itamar, >
Itamar foi preso em condomínio de luxo
A Justiça destacou que a estrutura da empresa, com equipamentos de mergulho e maquinário pesado, não afastava o uso para atividades ilícitas. Pelo contrário: o aparato teria sido fundamental para viabilizar o transporte de grandes quantidades de droga por via marítima. >
O que pesa na tese policial é o fato de Itamar levar uma vida incompatível com os valores que declara ter de renda. Na investigação, policiais destacaram o cotidiano do suspeito, que tinha veículos caros, utilizava roupas de marcas exclusivas, relógios de grife e registrava constantemente viagens internacionais de alto padrão. >
Para o Ministério Público, há indícios consistentes de que o investigado integrava uma organização criminosa com atuação internacional e capacidade logística para exportação de drogas em larga escala. >
A prisão de Itamar, realizada após monitoramento policial em um condomínio de alto padrão, é considerada estratégica para o avanço das investigações. Celulares apreendidos com ele devem ajudar a identificar outros integrantes do esquema e possíveis conexões fora do país. >