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Professora de Salvador inova ao dar aula através do WhatsApp

Plataforma foi utilizada mais durante a pandemia, mas continuou em uso mesmo após o retorno das atividades presenciais

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  • Da Redação

Publicado em 26 de outubro de 2022 às 06:00

 - Atualizado há um ano

. Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

“A escola fica em uma comunidade muito carente e, quando os meninos perceberam que estava mais fácil aprender, eles se engajaram mais com os estudos”, comenta a professora Alzenira dos Santos, de 55 anos, que usou o AprendiZAP com os alunos da Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Valéria. A ferramenta, que funciona como um reforço escolar que envia conteúdos e exercícios pelo WhatsApp, ajuda o professor na construção das aulas, fornecendo materiais prontos com possibilidade de criação de planos de aula e avaliações. A plataforma foi utilizada mais durante a pandemia como um facilitador na comunicação entre docente e discente, mas continuou em uso mesmo após o retorno das atividades presenciais.

Através do AprendiZAP, o professor pode baixar os materiais disponíveis na plataforma, como atividades, textos e videoaulas, para complementar na sala de aula ou mandar o link para que os alunos realizem a atividade presencialmente. O educador também pode enviar todo esse conteúdo para que o estudante estude de casa. Vale ressaltar que todo o material é disponibilizado no aplicativo do WhatsApp e checado previamente por professores da Fundação 1Bi, que criou a ferramenta. 

A plataforma é gratuita e chegou a 700 mil pessoas em 2022. Os alunos e professores conseguem ter acesso à ferramenta por meio do site oficial do AprendiZAP (www.aprendizap.com.br). Ao utilizar a tecnologia, Alzenira, que ensina há 17 anos na rede pública de Salvador, conseguiu adaptar todo seu programa de aulas e a forma de comunicação com os alunos, tendo em vista a dificuldade de acesso à internet que os estudantes tinham em decorrência do isolamento causado pela pandemia.

Através do AprendiZAP, ela começou a produzir conteúdos e enviá-los por WhatsApp, conseguindo manter um número maior de alunos interessados nas aulas. “A plataforma me dá atividades prontas e outras possibilidades de exercícios para eu escolher de acordo com o conteúdo que estou dando no momento. É um ajudar duplo, ao mesmo tempo que os alunos têm facilidade em ter acesso ao conteúdo, também me ajuda com o planejamento das aulas”, destacou a professora.

Alzenira ainda usa o AprendiZAP atualmente, adaptando para os estudos presenciais. Os alunos ficaram sem aula por duas semanas e a professora utilizou a ferramenta para que eles tivessem acesso ao conteúdo da matéria e não ficassem atrasados.“Eu uso durante as aulas, pego as atividades e passo para eles, mando também atividade para casa no final de semana e uso em períodos de paralisação que possam acontecer”, explicou. Segundo ela, a plataforma, além de disponibilizar as atividades, também passa um feedback com o resultado para o aluno logo após a finalização da tarefa. “Eu acesso, escolho o exercício e vejo como eles estão se adaptando. Sempre avalio as atividades, entro e faço tudo antes de passar para os estudantes e assim eu vi que dava certo”, pontuou a profissional.

Alzenira destaca que a educação tem, além do objetivo de educar, fazer a diferença na vida dessas crianças e adolescentes que vivem na periferia de Salvador. “Aqui tem a questão da violência e a questão dos alunos que têm poucas condições para comprar materiais, então a plataforma facilita demais e mantém eles focados nos estudos”, ressaltou a professora. 

Debora Nunes, especialista em produtos na Fundação 1Bi, detalhou que o objetivo dessa mudança é melhorar a aprendizagem também das turmas que estão off-line. “O AprendiZAP Professores é uma plataforma que apoia na construção de aulas incríveis, fornecendo conteúdos prontos, possibilidade de criação de planos de aula e avaliações. Ou seja, é a tecnologia auxiliando professores em processos que podem ser automatizados, para eles utilizarem os materiais no dia a dia off-line da sala de aula, melhorando, assim, a aprendizagem dos estudantes”, comentou.

*Com orientação da subeditora Fernanda Varela