Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 08:48
Um amigo próximo de Titina Medeiros, que morreu neste domingo (11), aos 49 anos, em Natal, no Rio Grande do Norte, revelou que a atriz já enfrentava sinais da doença desde o início do ano passado, quando ainda não sabia que tinha câncer no pâncreas. >
De acordo com Raildon Lucena, a artista começou a sentir dores persistentes na coluna, o que chegou a alterar planos pessoais. Os dois viajariam juntos para o interior do Ceará, mas Titina precisou desistir por causa do incômodo físico. Após o episódio, ela procurou atendimento médico e passou por uma série de exames, que confirmaram o diagnóstico em abril de 2025. “Ela compartilhou comigo e a gente trocou muita ideia. Dei muita força para ela”, disse ele em uma publicação em rede social.>
Confira destaques da carreira de Titina Medeiros
A dor na coluna pode estar associada ao câncer de pâncreas, especialmente quando o tumor pressiona nervos localizados na parte posterior do órgão, provocando desconforto que irradia para as costas. Trata-se de um sintoma inespecífico e pouco característico, o que faz com que seja frequentemente confundido com problemas musculares ou ortopédicos, atrasando o diagnóstico. Na maioria dos casos, só ganha maior relevância quando aparece de forma persistente ou acompanhada de outros sinais, como perda de peso sem causa aparente, fraqueza e icterícia.>
Titina Medeiros, conhecida por trabalhos em novelas da Globo como Cheias de Charme e No Rancho Fundo, morreu em decorrência de complicações provocadas pelo câncer de pâncreas. A atriz tinha 48 anos e recebeu a confirmação da doença no ano passado.>
Um dos cânceres mais difíceis de tratar>
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos e difíceis de identificar precocemente. Embora represente cerca de 1% dos diagnósticos oncológicos no Brasil, responde por aproximadamente 5% das mortes causadas por câncer no país. O órgão afetado é responsável, entre outras funções, pela produção de insulina.>
Nos últimos anos, a doença ganhou destaque no noticiário após atingir diferentes personalidades conhecidas. Entre elas estão o cantor de R&B D’Angelo, que morreu em outubro, o guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, diagnosticado em março do ano passado, e o chef e apresentador Edu Guedes, que entrou em remissão após retirar o tumor por meio de cirurgia.>
Especialistas apontam que um dos principais desafios no enfrentamento do câncer de pâncreas é o fato de ele evoluir, na maioria dos casos, sem sintomas claros nos estágios iniciais. Isso faz com que o diagnóstico ocorra tardiamente, quando a doença já está mais avançada e as opções de tratamento são mais limitadas.>
Quando os sinais aparecem, podem incluir fraqueza intensa, emagrecimento sem causa aparente e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos. A confirmação costuma envolver exames de imagem, testes laboratoriais e, em muitos casos, biópsia do tecido afetado.>
O tratamento varia conforme cada situação. A cirurgia é considerada a alternativa com melhores perspectivas, mas só costuma ser indicada quando o tumor é detectado cedo. Como isso nem sempre acontece, abordagens como quimioterapia e radioterapia acabam sendo as mais utilizadas nos estágios mais avançados da doença.>