Suspeito de lançar rojão que matou cinegrafista é preso em Feira de Santana

bahia
12.02.2014, 08:11:00
Atualizado: 12.02.2014, 10:22:15

Suspeito de lançar rojão que matou cinegrafista é preso em Feira de Santana

Caio Silva de Souza foi preso em uma pousada da cidade baiana e não reagiu à prisão. A namorada do rapaz o convenceu de interromper a viagem de fuga e se entregar
Caio foi preso na Bahia

O suspeito de acender e lançar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade durante manifestação na última quinta-feira (6), no Rio de Janeiro, foi preso nesta madrugada em Feira de Santana, que fica a 109 quilômetros de Salvador.

Caio Silva de Souza foi detido, pelo titular da  Delegacia de São Cristóvão (Rio de Janeiro), Maurício Luciano de Almeida e Silva - que está investigando o caso - e outros três agentes. A namorada de caio também acompanhou a prisão. Segundo a TV Globo, foi ela quem convenceu ele a desistir da fuga, desembarcar em Feira e se entregar.

Em uma delegacia da capital baiana, Caio falou à imprensa e disse que não sabia que tinha acendido um rojão, mas outro artefato de menor potência. Ele lamentou a morte de "um trabalhador".

Caio estava na Pousada Gonçalves, que fica ao lado da rodoviária da cidade, e não resistiu à prisão. Um mandato de prisão, pelo crime de homicídio doloso qualificado por uso de explosivo, foi expedido na segunda-feira (10) pela Justiça do Rio de Janeiro. Ele estava tentando chegar na casa do avô no Ceará.

Cinegrafista foi atingido durante manifestação no Rio de Janeiro (Foto: Agência O Globo)


O suspeito já foi levado pela polícia no início da manhã para o Rio de Janeiro, com chegada prevista no aeroporto do Galeão às 9h (horário de Brasília). De lá, Caio será levado para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho. Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil do Rio, disse que imagens de câmeras de segurança mostram Caio participando de outros atos criminosos durante a manifestação.

Caio foi preso em uma pousada ao lado da rodoviária de Feira de Santana


A polícia chegou a Caio Souza depois dele ter sido apontado pelo tatuador Fábio Raposo como o responsável por acender e lançar o artefato que provocou a morte do cinegrafista da Band. Raposo confessou ter entregado o explosivo a Caio, está preso e também foi indiciado por homicídio doloso qualificado por uso de explosivo.