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Estúdio Correio
Márcia Luz
Publicado em 30 de agosto de 2025 às 15:34
Com uma projeção de R$ 9,2 bilhões para 2025 — 15% acima do registrado em 2024 —, o Banco do Nordeste se consolida como o principal parceiro financeiro das empresas que sustentam o crescimento econômico na Bahia. Do orçamento anual para financiamentos, a instituição direciona 60% do montante a iniciativas de pequeno porte. Já para empreendimentos de maior escala, o BNB atua como articulador, buscando outras fontes, a exemplo da recente parceria com o BNDES.>
Os números foram divulgados pelo superintendente estadual do BNB, Pedro Lima Neto, durante a palestra “Potencial Produtivo dos Territórios: Conectando a Bahia ao seu Futuro”, no Agenda Bahia. Em sua apresentação, ele ressaltou a vocação econômica do estado, trazendo a visão da instituição sobre o que significa empreender e como o banco se posiciona hoje para impulsionar o desenvolvimento regional.>
Criado há 70 anos para reduzir as desigualdades entre o Sul e o Nordeste, o Banco do Nordeste é hoje o maior agente de fomento da América Latina e administra o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), disponibilizando verbas que tornam as empresas mais competitivas. Segundo Lima Neto, a instituição está em constante evolução para acompanhar a diversidade produtiva e econômica da Bahia, e mais de 90% dos projetos apoiados atualmente são viabilizados com o orçamento anual.>
O BNB atua em todo o Nordeste, além de parte do Espírito Santo e de Minas Gerais. Na Bahia, conta com 59 agências, com a meta de realizar pelo menos uma operação com recursos do FNE a cada ano. Para se ter uma ideia, o banco responde hoje por cerca de 50% dos investimentos de longo prazo no estado, enquanto os demais bancos dividem a outra metade. Dentro dessa atuação, garante a viabilidade de obras de grande porte, como aeroportos, estradas e estádios. Ao mesmo tempo, valoriza projetos menores, a exemplo do financiamento a catadores em Salvador. >
O superintendente revelou ainda que o BNB possui um programa específico voltado ao desenvolvimento da Bahia, contemplando a cadeia produtiva de forma integrada e considerando as dimensões do estado e a diversidade de suas localidades em relação ao potencial econômico. >
“A ideia é pensar o processo de forma integrada, então, a gente vai lá e escolhe o que cada área entende como essencial. Fizemos um projeto bem interessante em Salvador, Simões Filho, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde e adjacências para beneficiar a economia de catadores de lixo, integrando essa cadeia como um todo, com participações do Sebrae, da FIEB e da UFBA”, disse.>
A proposta, segundo ele, é que em cada projeto seja desenhada uma cadeia de ações que envolva diferentes atores. Um comitê define os caminhos, e cada parceiro contribui com sua especialidade. A partir disso, é elaborado um plano de ação, seguido de execução e acompanhamento. “A gente faz isso em cada canto do estado. E é importante, porque não dá para pensar o futuro da Bahia, um estado desse tamanho, de forma descontrolada. E a gente está aqui para fazer essa extensão e ser apenas um dos atores que podem estimular o estado a ir em frente e ser o que a gente espera dele”, concluiu.>
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