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Murilo Gitel
Publicado em 30 de agosto de 2025 às 15:14
A nova economia está sendo escrita por quem sabe transformar ideias em narrativas capazes de influenciar comportamentos, mercados e até legislações. Essa foi a provocação trazida por Fabio Duarte, fundador e CEO da Community Creators Academy, durante a palestra “O Futuro do Trabalho: competências, tecnologia e pessoas na Nova Economia”, no Agenda Bahia 2025.>
Com passagens por projetos como FitDance e HitLab, além de experiências de sucesso ao lado de marcas como Google, Disney, YouTube, Ambev e Boticário, Duarte acumula mais de 40 bilhões de views (visualizações) em conteúdos multiplataforma. Seu recado para o público foi direto: “Chegou a ‘Era do Creator 2.0’, em que não basta engajar, é preciso gerar impacto real.”>
Segundo o executivo, ainda existe uma percepção limitada da Creator Economy, muitas vezes reduzida ao marketing de influência. Mas a transformação vai além. “É sair do modo influência e entrar no modo business”, afirmou. >
Duarte também destacou a importância dos pilares direção, conexão e comunidade como eixos centrais dessa evolução, lembrando que sua própria iniciativa em São Paulo conta com um campus de 14 mil m², equipado com estúdios e cenários que funcionam como um ecossistema onde marcas e plataformas ganham vida.>
Para o CEO da Community Creators Academy, o papel do creator não deve ser visto apenas como uma profissão, mas como uma skill (habilidade) fundamental para qualquer carreira. Duarte traçou um paralelo histórico: datilografia, curso de inglês e domínio do pacote Office já foram diferenciais no mercado. Hoje, a criação de conteúdo cumpre esse papel. >
Fábio Duarte,
CEO da Community Creators AcademyO palestrante lembrou ainda que os conteúdos têm força para reinventar setores inteiros, da política à Fórmula 1. O exemplo recente do youtuber Felca, que ao denunciar casos de ‘adultização’ influenciou a criação de leis, foi citado como sinal do poder transformador da Creator Economy. Ele também destacou como áreas até então pouco conhecidas (a exemplo do trabalho dos biomédicos com a harmonização facial) passaram a crescer exponencialmente ao adotar estratégias de conteúdo.>
De acordo com o executivo, a Creator Economy deve movimentar US$ 6 trilhões nos próximos anos, consolidando-se como um dos setores mais promissores do mundo. E, nesse contexto, a Geração Beta (nascidos a partir de 2025 até, aproximadamente, 2039) deve protagonizar mudanças profundas. >
Diferentemente da Geração Z, que já se aproxima dos 30 anos, a Beta será a primeira nativa da inteligência artificial. “Se aprendermos IA hoje, em poucas semanas esse conhecimento já está defasado. A velocidade é grande demais. Se não começarmos agora, 2030 já será tarde”, alertou.>
Ao falar do papel da Bahia, Fabio Duarte ressaltou o já consagrado potencial criativo do estado, mas ponderou que ainda falta apostar mais em tendências e visão de futuro. “Eu, que sou baiano, precisei criar em São Paulo o primeiro campus de educação e negócios voltado para esta área. A Bahia tem riqueza criativa, mas precisa se mover para não perder oportunidades”, apontou.>
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