Mauricio Patrocinio: em tempos de crise, a felicidade é a solução

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Publicado em 9 de outubro de 2015 às 07:24

- Atualizado há 10 meses

Que paradoxo tão estranho esse, não é? Pois é, mas saiba que essa é a maior verdade. Por natureza, damos mais atenção ao negativo do que ao positivo. Se permitirmos, vemos sempre o copo pela metade como meio vazio. Essa é uma defesa natural. Nossa memória sobre os perigos que já passamos é naturalmente maior que a memória dos prazeres e alegrias que tivemos, justamente para estarmos mais em alerta para o que pode vir.

Administrar essa natureza e, sobretudo, dominar os nossos medos, a nossa negatividade, é uma das chaves para vivermos uma vida mais feliz. Temos de transformar o medo em cautela, já que, se nos deixamos dominar pelo medo, nos paralisamos.

Em tempos de crise, a tendência é justamente nos paralisarmos, frearmos todos os projetos que temos, deixar de cuidar de nós mesmos. Esse é o maior erro, tomar decisões impensadas. Na verdade, sobre as decisões, quanto mais impulsiva e dominada pela emoção, mais imatura ela é e as chances de continuarmos em meio a um ciclo de autossabotagem e autodestruição é gigante.

A crise mostra que há elementos dos quais não temos controle, que necessitam de mais atenção. O erro está justamente em parar tudo e se entregar a ela, aí que ela justamente chega.

Desconectar-se da sua essência em tempos de crise é um tiro na cabeça. É justamente nesse momento que se deve ter claro quem você é (seja pessoa física ou empresa), ter claro o seu propósito de vida, seus valores (coisas das quais não abre mão) e sua visão de futuro.

Na crise se cresce. Ela vem para nos tirar da zona de conforto e sermos melhores do que sempre fomos. Os desafios fazem justamente isso em nossa vida. O que seria dos recordistas nas diversas modalidades esportivas se não tivessem desafios? O que seria dos recordistas sem um concorrente próximo, impulsionando-o a quebrar suas barreiras pessoais? Muitos se entregam aos medos e param, ficam estagnados. Outros, em desespero, se desconectam dos seus valores e passam a fazer atos ilícitos que trazem não apenas uma crise passageira, como todas são, mas uma crise eterna com as consequências do ilícito que cometeram. Durante a tempestade, sair correndo desesperadamente apenas irá nos expor ao perigo. Devemos ter cautela e encontrar um abrigo seguro. Na crise, o abrigo seguro é a criatividade aliada a princípios sólidos e a vontade de fazer algo que ninguém acredita.

A crise coloca nossos valores e talentos à prova. Basta não nos entregarmos a ela, mas colocarmos esta como um desafio a ser vencido.

Já dizia meu avô: “Filho, isso também vai passar!” Quero que, quando passe, eu esteja em outro patamar, preparado para aproveitar a bonança.

Em meio à crise, muitos estão crescendo. Palestrei outro dia para uma empresa que fabrica lápis de cor e que, em meio a crise, tem apresentado resultados bastante positivos. Sabe por quê? Por conta da onda dos livros de colorir. Melhor exemplo é que estão o tempo todo pensando com criatividade em como continuarão crescendo e não se entregando à crise como muitos.

O dólar está alto. Pois bem, os exportadores estão faturando como nunca, já que o custo dos produtos, por conta do câmbio, está muito mais baixo lá fora.

Muitos dos meus conhecidos que perderam o emprego estão agora empreendendo. É neste momento que se fazem os maiores empresários do futuro. Outros que estão empregados continuam porque são os melhores no que fazem e as empresas sempre precisarão dos melhores.

Voltando à metáfora da tempestade, é nela que os galhos fracos caem e sobrevivem os fortes. Cabe a você decidir se deixará ser levado pela tempestade ou se ficará firme e forte em seu propósito e valores para vencer a tempestade, já que, como dizia meu avô: Isso também vai passar.

* Mauricio Patrocinio é empresário e palestrante conhecido como o ‘mentor a felicidade’