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Mané Varginha! Há 30 anos, disco voador teria caído em Feira de Santana

Em 1995, um ano antes de Varginha, moradores afirmam que um ovni caiu na Princesinha do Sertão e dois extraterrestres foram capturados pelo exército

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 29 de novembro de 2025 às 14:00

Desenhos  baseados em relatos colhidos pelo ufologo Alberto Romero
Desenhos baseados em relatos colhidos pelo ufologo Alberto Romero Crédito: Alberto Romero

Afinal, será que a Caixa d'água do Tomba é um disco voador disfarçado? Esta indagação pode se perder no imaginário dos feirenses, mas o que poucos sabem é que Feira de Santana tem um caso emblemático na história da ufologia mundial. E bem antes de Varginha. Há 30 anos, um ovni teria caído na zona rural da Princesinha do Sertão e o roteiro é de cinema: teve extraterrestres, exército, marinha, helicópteros e muito mistério até hoje sem solução. Com um detalhe: ocorreu um ano antes de Varginha.

O solo baiano é fértil em casos de avistamentos e quedas de ovnis bem antes do caso mais emblemático sobre discos voadores no país. Em 1995, um ano antes do evento de Varginha, um disco voador teria caído em Feira de Santana e duas espécies desconhecidas teriam sido capturadas pelo exército.

O caso da espaçonave caída em Feira de Santana é um dos episódios que mais intrigam a ufologia brasileira e, para muitos, foi tão importante quanto o de Varginha. No dia 15 de janeiro de 1995, exatos 12 meses antes do ocorrido na cidade mineira, um fazendeiro de nome Beto Lima ligou para alguns veículos de imprensa de Feira alegando que avistou um disco voador caindo no açude de sua propriedade, enquanto caçava tatu com o empregado. Pior: Dentro da espaçonave tinham dois seres de outro planeta, um morto e outro agonizando. Todos acharam que era trote. Uma espécie de fake news de hoje, mas feito por telefone fixo, comum na época.

Argentino radicado na Bahia, o ufólogo Alberto Romero também foi procurado na época e ouviu do proprietário que, ao tentar resgatar a nave, uma escotilha se abriu e apareceram “dois bichos”. Um com a aparência que já conhecemos de ETs, semelhante ao de Varginha, mas outro era peludo, lembrava um bicho-preguiça. Alberto então disse que sairia de Salvador e iria imediatamente à fazenda. Foi aí que começou o mistério. Meia hora depois, quando ele já estava saindo de casa, o telefone tocou novamente, desta vez a esposa de seu Beto, dizendo pra esquecer o assunto, pois o marido estava bêbado e não era mais para falar sobre o assunto.

O curioso é que depois do telefonema, testemunhas relataram a presença do exército no local, além de helicópteros sobrevoando o lugar, como relatou Romero em um dos seus livros, ‘Verdades que Incomodam’. A família de Beto também teria sido ameaçada e os dois alienígenas, assim como os destroços, foram levados para o Porto de Aratu, em Salvador. Nunca mais a família quis falar sobre o assunto e sumiram tempos depois. Ninguém soube mais do paradeiro deles. Romero, que também passou a receber ligações anônimas com ameaças, morreu em 2018 sem elucidar o caso. Inclusive, para outros ufólogos, o caso em Feira de Santana virou protocolo padrão para outros casos futuros, como o de Varginha.

Romero costumava investigar todos os casos de Ovnis aqui na Bahia, mas o de Feira sempre foi a sua meta de vida. Não chegou a uma conclusão, mas se sabe que a rapidez das Forças Armadas em chegar ao local se deve aos Estados Unidos, que teriam detectado esta queda no seu satélite e entrou em contato com o Brasil. Inclusive, dizem que os dois alienígenas teriam saído de Feira e transferido para o país norte-americano.

Desenhos baseados em relatos colhidos pelo ufologo Alberto Romero por Alberto Romero

Vamos imaginar como era Feira de Santana há 30 anos. Internet e celular eram coisas raras. Na zona rural, ninguém tinha conhecimento sobre estudos ufológicos. Além da família que viu tudo, várias outras testemunhas e pesquisadores foram ameaçados, seguidos e tiveram seus telefones grampeados. O curioso é que tanto a nave quanto as criaturas foram descritas pelas testemunhas exatamente iguais a casos antigos ocorridos fora do Brasil e em alguns que vieram a ocorrer tempos depois, em depoimentos colhidos por Romero.

Teoricamente, o caso emblemático já deveria ter tido seus documentos disponíveis, mas, diferente do de Varginha, ninguém fala sobre o assunto. Coincidentemente, no mesmo período do episódio feirense, ainda em 1995, um vaqueiro da Fazenda Volta do Rio, em Riachão do Jacuípe, se queixava ao proprietário Virgílio Pereira de constantes aparições de luzes douradas no céu do roçado, no alto da serra. Em Salvador, pessoas também teriam relatado avistamento de luzes no céu no mesmo período.

E não parou por aí. No ano seguinte, já em 1996, no ano do ET de Varginha, diversos relatos de ovnis foram registrados. pelo menos oito municípios baianos tiveram relatos de avistamento de objetos voadores não identificados: Salvador, Lauro de Freitas, Itaparica, Entre Rios, Itaetê, Morro do Chapéu, Araçás e Alagoinhas relataram aparecimentos de ovnis.

Se engana quem acha que o Brasil nunca levou a sério o assunto. Inclusive já tivemos até uma divisão especial que estudava o assunto nas Forças Armadas. Uma espécie de Arquivo X brasileiro. Entre 1969 e 1972 (dizem que foi desativado), a Aeronáutica criou o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani), que estudava os relatos de Ovnis. O setor era secreto, mas contava com estudiosos da ufologia. Em 2018, a Força Aérea abriu parte de seus documentos secretos do Sioani e disponibilizou 743 registros de aparições, entre 1952 e 2016, incluindo alguns casos baianos. Ano que vem, teremos os de Varginha. São mais de 20 mil páginas. Os documentos estão disponíveis no site do Arquivo Nacional (procure pelo código de referência: BR DFANBSB ARX). Infelizmente, o único que não tem é o de Feira de Santana. Muito estranho, né?

Tags:

Ovnis