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'Não é só a nota': mudanças no Sisu tornam a estratégia decisiva para garantir a vaga

Professora explica como se preparar para as novas regras: pela primeira vez, programa aceitará notas de três anos

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 05:00

Página do Sisu
Página do Sisu Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A partir da 0h de segunda-feira (19), quando as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) forem oficialmente abertas, estudantes de todo o Brasil vão se deparar com aquela que está sendo divulgada como a maior edição do programa - e a mais diferente dele.

Serão 274,8 mil vagas ofertadas em 7.388 cursos de 136 instituições - o maior número de participantes desde a criação do sistema, no início de 2010 - e, pela primeira vez, será possível usar as notas das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Universidade Federal da Bahia (Ufba) por Marina Silva/CORREIO

As notas da prova foram divulgadas na última sexta-feira (16), no site do Inep. A inscrição é gratuita e pode ser feita até a próxima sexta-feira (23), exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Um candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.

Quando um estudante que fez as edições de 2023, 2024 e 2025 se cadastrar, o sistema vai, automaticamente, trazer também as notas dos três anos e calcular qual delas tem a melhor média para o curso desejado. "Essa é a grande mudança no Sisu, mas não estamos julgando se vai ser bom ou ruim. Alguns alunos acham que vai ser ruim, por exemplo, para os da terceira série, enquanto outros acham que vai ser melhor porque fizeram bem em 2024 e, em 2025, talvez não estivessem em um bom dia", diz a diretora do pré-vestibular Bernoulli, Margrit Gusmão.

Para ela, a mudança é para, de fato, oportunizar mais o acesso às universidades públicas. "Sabemos que muitas vagas têm ficado sobrando e esse é o principal objetivo das universidades: reduzir as vagas ociosas, que têm um custo".

Universidade do Estado da Bahia (Uneb) por Divulgação

Dúvidas

Para os estudantes, o novo formato tem gerado incertezas. Candidata a uma vaga em Medicina, a estudante Ana Clara Andrade, 19 anos, acredita que a mudança deve afetar pouco os concorrentes do curso. "A tendência da nota de corte de Medicina é só aumentar. Mas acho que, para outros cursos, vai fazer muita diferença. Vai tirar da reta gente que pode ter estudado o ano todo, porque uma pessoa que nem estudou especificamente para aquilo pode colocar a nota do ano anterior e pegar a vaga".

Com foco em uma vaga em Engenharia da Computação na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), o estudante João Falcão, 19, também não sabe muito bem o que esperar do novo formato. Ele, que fez as provas de 2023 e 2024, também acha que, para alguns estudantes, isso pode ser decisivo.

"Acho que, no meu caso, não vai ajudar muito, porque minhas expectativas não estão muito positivas. Esse ano será mais complicado no geral, por conta da quantidade de questões anuladas. Acho que as médias irão despencar, dando mais espaço às pessoas que fizeram nos anos anteriores e não passaram", diz.

Os microdados do Enem, que destrincham melhor as médias de notas dos estudantes por número de acertos, ainda não foram divulgados. Eles só costumam ser liberados meses depois. No ano passado, por exemplo, os microdados de 2024 saíram em julho.

Estratégia

Mesmo com as mudanças, a recomendação de professores e especialistas é de conhecer e se preparar bem para a seleção. "Nós dizemos que o Sisu não é apenas sobre a nota, mas como o aluno usa a nota no sistema. É preciso ter estratégia", diz a diretora do pré-vestibular Bernoulli, Margrit Gusmão.

primeiro passo é ler com atenção o termo de adesão da universidade desejada ao Sisu. Cada instituição tem o seu, geralmente divulgado nos sites próprios. Nesse documento, devem constar informações como o número de vagas por turno, a modalidade e a concorrência e notas mínimas exigidas. Esse termo varia para cada curso dentro da mesma universidade. Algumas instituições usam média simples, enquanto outras calculam a nota final por média ponderada. Conhecer isso pode ser um fator determinante.

"O Sisu tem primeira e segunda opções, sendo que essas opções podem ser o mesmo curso em universidades diferentes ou cursos diferentes na mesma universidade. É importante colocar na primeira opção aquele que de fato é o curso dos sonhos", orienta Margrit.

Além disso, algumas instituições exigem notas mínimas para se candidatar a cada área. Se um estudante não tiver se atentado para isso, pode ser eliminado caso não tenha alcançado essa nota. Só que o aluno sequer vai ter sido considerado para concorrer. "Outra coisa importante é priorizar sempre a primeira opção, porque, se a pessoa passa na segunda opção, não poderá participar da lista de espera", acrescenta. Por outro lado, quem não é aprovado na segunda opção pode concorrer à lista de espera.

Como as notas já saíram, uma possibilidade é usar os simuladores disponibilizados por cursinhos, que comparam notas de aprovados nos anos anteriores, para já ter uma noção do que esperar na segunda-feira. Outra dica é que o sistema tende a ficar mais lento no último dia, então a professora indica que os estudantes definam as escolhas finais até a tarde de sexta-feira, sem deixar para as últimas horas.

"Depois, é só organizar os documentos da matrícula. Para o Sisu, não precisa de nenhum documento, mas a matrícula é pouco depois e precisa de toda a documentação pedida por cada universidade".